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terça-feira, 14 de julho de 2009

Onde estamos ???!!!!

Onde está o missionário ideal?

Bráulia Ribeiro

O telefonema veio de um lugar remoto, na fronteira do Acre com o Peru. A voz da mulher tinha um tom resoluto. Ela sabia o que queria fazer e não parecia amedrontada. Ao mesmo tempo em que falava, se supria de uma consciência mais intensa de que não podia deixar as coisas como estavam.

“Ah, Bráulia, ore por nós; presenciamos muito sofrimento. Os políticos da região, para se eleger, levaram caixas de cachaça e até álcool puro para as aldeias, embebedando os índios, brigando, espancando homens e mulheres. Um deles se amasiou com duas irmãs e engravidou as duas. Bate constantemente nelas, e ontem derrubou uma das grávidas de um barranco cinco vezes. Ela se levantava e subia, e ele a derrubava novamente lá embaixo. Ele é grosseiro e domina o pai das moças com álcool e os irmãos com violência. Temos que denunciá-lo, mas ele está nos ameaçando. Já falou para a vila inteira que vai nos matar. Nos seguiu quando viemos até a vila, mas mesmo assim conseguimos marcar um encontro hoje à noite com a Polícia Federal para falar sobre o que essa corja política local faz na aldeia.”

Uma denúncia como esta, num mundo onde dominam as armas e a falta de lei, é como “água fria para o sedento”. O reino de Deus que aquela família leva para aquele lugar significa justiça, respeito e dignidade para os indígenas e para as vilas ao redor.

O jovem casal tem menos de 30 anos e está conosco há uns cinco. Com dois filhos pequenos, enfrentam, além de tudo, dificuldade financeira. Ainda que a Jocum tivesse condição de pagar altos salários, nada compensaria a insegurança e o medo que eles estavam enfrentando agora e com os quais teriam de conviver depois da denúncia.

Lembrei-me de como esta moça chegou à Jocum. Ainda “não era crente direito”. Nunca tinha vivido uma vida limpa, nem mesmo na infância. Vestia-se no dia-a-dia como quem sai para fazer um programa na noite. Movia-se com um gingado de dançarina de cabaré. Várias vezes ouvi os líderes do curso de discipulado confabularem sobre ela, desesperados, pensando se haveria jeito para alguém assim.

Hoje, ela e o marido são missionários que qualquer missão gostaria de ter reforçando suas trincheiras. Abnegados, dedicados, amorosos, íntegros e, mais do que isto, a mulher tem garra de guerrilheira.

Infelizmente, houve uma época em nossa comunidade missionária que nos cansamos de jovens e dos “problemas” que chegavam a cada nova leva de alunos. Começamos a pensar em fazer um escrutínio apurado de todos os formulários, na tentativa de evitar que recebêssemos jovens “problemáticos”, que têm o potencial de consumir toda a nossa energia e produzir muito pouco ou quase nada para missões. Queríamos maturidade, e não juventude. Pela misericórdia de Deus, o plano não deu certo, e já nos curamos deste pensamento doente. Redescobrimos nosso DNA, e ele está diretamente ligado à responsabilidade de transferir destino àquele que não o tem. Significa mobilizar os que “não são”, os loucos, garimpar tesouros na lama.

Apaixonei-me novamente pelos jovens. O Reinaldo, meu marido, começou o primeiro curso desta nossa nova fase com uma palavra que ele acredita ter ouvido de Deus: “Aquele que vem a mim, não o lançarei fora”. Recebemos de uma só vez quase trinta malucos, góticos, satanistas, neo-hippies, patrícias e maurícios, alguns sexualmente definidos de maneira errada e outros indefinidos propositalmente, jovens de classe média ou quase favelados. Nunca aprendi tanto em minha vida.

Nenhum destes novos candidatos a missões seria considerado apto por nossos padrões religiosos. Em missões temos de ter a nata espiritual de nossas igrejas.

Entendi, naquele tempo, que para Deus todos são “nata”, como a mulher que me ligou, ontem perdida, hoje representando justiça e dignidade. Todos gente comum, gente especial sem o ser, trazidos pelo Senhor, seja de um garimpo distante, da seita do chá ou da Assembléia de Deus, para passar pela máquina de redimir destinos chamada reino de Deus.

• Bráulia Ribeiro, missionária em Porto Velho, RO, é autora de Chamado Radical. braulia_ribeiro@yahoo.com

sábado, 25 de outubro de 2008

OPORTUNIDADES

Missiologia
*O Reino Contra Ataca
Em apenas mil anos, a Igreja Cristã poderia ter alcançado o mundo e cumprido a tarefa de evangelização mundial enfaticamente ordenada por Jesus Cristo. Esta foi a constatação do missiólogo Don Richardson, lembrando que a Igreja foi frustrada em seu chamado missionário por volta do ano 300, quando o Imperador Constantino atrelou a religião ao Estado. Em sua última visita ao Brasil, Richardson analisou de forma clara e precisa a responsabilidade da Igreja Cristã que permitiu, com sua negligência o surgimento e expansão do Islã. Maomé, no ano 530, deu início ao Islamismo porque encontrou ocasião, uma vez que a influência cristã na Arábia, ao sul de Jerusalém era inexpressiva.
Alguns dos Pais da Igreja, quando Constantino oficializou o cristianismo, introduziram a crença de que Jesus Cristo dera a Grande Comissão somente para os apóstolos e que estes já haviam cumprido a tarefa. A Igreja, portanto, não precisava mais se preocupar com isto. Cessou a perseguição contra os cristãos e o comodismo tomou conta dos discípulos de Jesus Cristo que aceitaram a melhor explicação que surgiu na época visando mantê-los em sua área de conforto. Embora nem todos ensinassem dessa forma, ninguém se preocupou em defender uma posição contrária e esse pensamento estabeleceu-se com conseqüências desastrosas sobre a Igreja.
Essa manobra astuta conseguiu parar a expansão acelerada do cristianismo que vinha assustando os poderosos, mesmo debaixo da impiedosa perseguição. Havia três razões principais para o crescimento da Igreja na época: a própria perseguição que promovia uma Igreja forte e unida em suas convicções; a conseqüente comunhão entre os crentes; a diversidade de línguas em que o Evangelho estava sendo pregado. Os idiomas mencionados no Livro de Atos, capítulo 2, se concentravam na parte leste do Império Romano. Após 250 anos do dia do Pentecostes, os cristãos estavam falando todos esses idiomas e um raio de 11 mil quilômetros estava coberto pelas igrejas incluindo toda a região do Mediterrâneo e costa da África, subindo para a Inglaterra e Irlanda. A pregação era feita pelos escravos e pessoas analfabetas que realizaram a obra em mais de 100 diferentes línguas.
Se esse crescimento tivesse continuado por mais 250 anos, afirma Richardson, mil anos após o Pentecostes, o mundo inteiro teria sido alcançado, incluindo a Ásia Central. Os godos e visigodos, vândalos e turcos pagãos teriam se tornado cristãos há centenas de anos atrás, englobando os povos ao leste, China, Coréia, toda a Europa Ocidental, Finlândia, os povos nórdicos e até mesmo a Islândia, Groelândia e Canadá. As pessoas viajaram essas distâncias, mas sem levar com elas a mensagem do Evangelho. Se uma mentalidade errada não tivesse anulado a ordem de Jesus, o Evangelho talvez não tivesse parado em Labrador, mas teria, descido para os Estados Unidos e Américas. A tarefa poderia ter sido cumprida, o alvo final alcançado em apenas mil anos.
Todavia, o crescimento não parou totalmente mas, continuou de forma lenta ao longo do tempo. Essa interrupção, no entanto, custou caro à Igreja. Os Godos e Visigodos, os Vândalos, os Vickings, povos nórdicos, vieram sob o mundo civilizado da época destruindo os cristãos e toda a estrutura de igrejas e monastérios.
O cristianismo evangélico se transformou no catolicismo que perseguiu os cristãos na Idade Média. Uma exceção foi a Irlanda, onde o culto a San Patrick seguiu a tradição de guardar as escrituras, preservando assim o legítimo cristianismo.
Os cristãos zelosos foram a seus líderes para saber o que fazer e em vez de enviá-los a pregar o Evangelho, os pais da Igreja respondiam: “se você ama ao Senhor, busque uma caverna e seja um ermitão, aperfeiçoe a sua própria santidade e esqueça os demais”.
Não tinha caverna suficiente para todo mundo, então eles improvisavam. Faziam buracos no solo e enterravam ali um pilar oco por dentro. Faziam então uma cobertura e se isolavam no alto daquele pilar. Normalmente essa “caverna suspensa” ficava perto das vilas para que pudessem receber doação de alimentos. Quanto aos detritos, caiam para dentro do pilar oco.
Segundo Richardson, isso é o que poderíamos chamar de uma heresia política. E quando eles se cansaram dos pilares, passaram a se isolar nos monastérios, onde não podiam falar com ninguém, e, portanto, não pregavam a salvação.
O credo apostólico, que todos nós aprendemos, pula da morte de Jesus Cristo, para a sua ressurreição, ignorando totalmente os 40 dias entre sua morte e ascensão. Mas esse foi justamente o período durante o qual o Mestre abriu a mente dos discípulos para que entendessem Sua Palavra, especialmente passagens como Gênesis 28:14: “A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o sul. Em ti e na tua descendência, serão abençoadas todas as famílias da terra”. Jesus queria que eles entendessem a Grande Comissão. Seu último ato, imediatamente antes de subir aos céus, foi reafirmar, em Atos 1:8 que estava entregando a tarefa de alcançar os demais povos da terra a seus discípulos, à Igreja. Isso era de vital importância e não poderia ter sido omitido no Credo Apostólico, mas, os Pais da Igreja decidiram que não constaria, já que era algo já superado e realizado pelos apóstolos de Jesus Cristo. O Credo Apostólico, portanto, é uma marca da Grande Omissão.
O estudo da Teologia Sistemática seguiu esse mesmo caminho porque a visão já vinha distorcida desde o início. Richardson faz essa análise porque considera mais fácil a correção de uma distorção, quando sabemos onde o problema começou.
William Carey, em 1790 foi um marco no sentido de restaurar a visão missionária. No ano de 1900 surgiram muitos seminários de teologia, mas ainda sem missões no currículo. Missões já foi considerado algo para cristãos hiper-ativos que precisam se manter ocupados. Ou, talvez, um lugar para onde se enviam as pessoas muito boas, mas que não são muito preparadas em termos de formação cultural para atuar na Igreja. Ou ainda, missões é algo para os muito santos.
Os alunos dos seminários que começaram a sair como missionários, voltaram reclamando que não tinham sido preparados para o desafio que tiveram que enfrentar. Só então começaram a criar disciplinas na área de missões nos seminários. Missionários em férias, visitando seu país, começaram a transmitir sua experiência durante as aulas. Na verdade, faltava um elo de conexão entre Teologia e Missões como conseqüência da idéia errada divulgada nos anos 300 da era cristã.
Mas essa realidade está mudando, comenta Richardson. Pastores com formação em missões estão sendo mais preparados para falar sobre o desafio da evangelização mundial em suas igrejas.

A Oportunidade Fez a Religião

Por volta do ano 500, como conseqüência de uma visão distorcida, toda a região ao sul de Jerusalém, na Arábia, ainda não havia recebido o Evangelho e apesar de sua proximidade geográfica a influência cristã era fraca.
Em 570 d.C nasceu Maomé em Meca, há 300 quilômetros de Medina. Nessa época, Meca era um centro de adoração a ídolos para os nômades do deserto. Maomé subiu a uma caverna no monte acima de Meca, num local freqüentado por bruxos. Um espírito lhe apareceu, e sua esposa Hadija, para o consolar, disse que o espírito devia ter sido enviado por Deus. “Talvez o mesmo Deus que enviou Moisés para os Judeus, e enviou Jesus Cristo para os cristãos, pudesse estar enviando a mim para os árabes”, raciocinou Maomé. O espírito foi crido como sendo o Anjo Gabriel, enviado com a missão de ditar para ele a revelação, uma vez que era analfabeto.
A partir dessa visão, Maomé se proclamou profeta de Alá para os árabes. Os pagãos questionaram e pediram uma prova: pregue aos judeus para ver se eles o aprovam como profeta. Assim Maomé estava dependendo dos judeus para ganhar credibilidade entre os pagãos árabes. Como parte de sua estratégia, ele então começou a pregar contra a idolatria em Meca despertando a fúria desses mesmos pagãos que começaram a perseguir seus seguidores.
Essa situação provocou sua fuga para Medina, onde os judeus tinham força e poderiam aprová-lo e ficaria a salvo da perseguição, já que era bem recebido nesta cidade.
Quando chegaram a Medina decidiram que se prostrariam três vezes ao dia em direção a Jerusalém para impressionar os judeus. No início, Maomé era uma pessoa afável, antes do encontro com o espírito nas montanhas, por isso os moradores de Medina não suspeitaram de suas intenções. Aos judeus ele disse: “o Deus de vocês me enviou para livrar os pagãos da idolatria. Vocês podem me recomendar a eles dizendo que sou um profeta?” Os judeus pediram a Maomé um milagre que o credenciaria como profeta, mas não havia nenhum que ele pudesse fazer. Então alegou que sabia a Palavra, no Velho Testamento de forma sobrenatural. No Alcorão ele conta 27 vezes a mesma história do Êxodo do povo judeu, omitindo, no entanto, todas as vezes, o sacrifício pascal que é o centro da narrativa. Ao final, para ocupar ambicionada posição de profeta do Islã, matou cerca de 800 judeus quando derrotou o terceiro clã que vivia naquela área. Dessa forma ele tornou-se o profeta da violência, passando a saquear e matar para sustentar sua causa, no que chamou de “guerra santa”.
Se a Igreja estivesse cumprindo sua tarefa de levar Jesus Cristo aos povos, essa larga porta de oportunidade não estaria tão convidativamente aberta para Maomé. Sem oposição ele deu início ao movimento que hoje se alastrou e possui mais de um e meio bilhões de seguidores prontos a impedir qualquer tentativa de detê-los em seus propósitos de conquista.

O Reino Contra Ataca

Don Richardson é um dos preletores do Curso Perspectives do USCWM, um dos grandes centros estratégicos de missões localizado em Pasadena, nos Estados Unidos. Conhecido por ter evangelizado a tribo canibal Sawi, na Indonésia, ele tem trazido conceitos inovadores na prática missionária intercultural.
Uma de suas contribuições é a análise do movimento missionário através do que chamou de as dez eras redentivas. Ele mostra que em período subseqüentes de 400 anos, algo se repete nos trazendo uma lição sobre os propósitos missionários de Deus. A cada vez que um período de 400 anos termina vamos observar que o cristianismo de impôs sobre as demais forças que dominavam as sociedades. Mas o mesmo erro também se repete: os cristãos não saem de seus domínios para evangelizar os demais povos e Deus permite então que esses povos pagãos, necessitados da salvação em Cristo Jesus, venham como invasores, perseguindo e destruindo, para finalmente receber a mensagem que deveria ter sido levada voluntariamente até eles.
Assim aconteceu com a Igreja Primitiva que se estabeleceu em todo o Império Romano após três séculos de perseguição. A religião daqueles que morriam estraçalhados nas arenas e queimados em postes, conquistou o Palácio de Latrão, sede do governo Romano e onde eram planejados os ataques para sua destruição. Este Palácio foi doado pelo próprio Imperador Constantino à Igreja.
Em meio ao nominalismo cristão, conseqüência da estatização da religião, a Grande Comissão ficou mais que nunca esquecida, e vamos assistir então à invasão pelos bárbaros Godos. Esses também foram parcialmente cristianizados, mas não se preocuparam em alcançar seus vizinhos ao norte, os Vickings. Eles mesmos vieram até onde os cristãos se encontravam, mas não de forma amigável. Esses também não resistiram ao poder do Evangelho e em apenas dois séculos foram evangelizados.
No quarto período do ciclo de 400 anos, vamos encontrar a Europa unificada pela fé cristã e pronta a se lançar em direção aos sarracenos, mas não com a Palavra da Verdade e sim através de um cristianismo brutal e militar. Esta foi a época das Cruzadas que duraram 100 anos e deixaram marcas até hoje não apagadas no coração dos muçulmanos. Este foi o período da grande crise espiritual da Igreja e em seguida vamos testemunhar a Reforma Protestante de Martinho Lutero.
A Reforma foi acima de tudo uma vitória política, e embora tenha se redescoberto o conceito da salvação pela fé, não houve preocupação de seus seguidores com a Grande Comissão. Não foi aceita por eles a pregação do Evangelho a todos os povos. Mesmo após 300 anos após a Reforma, os protestantes continuavam pensando que o IDE de Jesus Cristo era algo apenas para seus apóstolos do primeiro século, e não para a Igreja.
O último período convencionou-se chamar de Confins da Terra e começou com os europeus deixando suas pegadas ao redor do mundo através das grandes navegações. Até o ano de 1900 era constrangedor para os protestantes ter que ouvir dos missionários católicos que eram apóstatas, porque não faziam missões. Por vários fatores, a partir dessa data as missões católicas declinaram e finalmente recomeçamos a recuperar o tempo perdido.
Analisando o panorâmico histórico podemos tirar algumas lições preciosas. Se não formos levar as boas-novas, os que precisam ouvir virão até nós de maneira imprevisível. O reino, que está se expandindo, não irá parar por nossa causa, lembra Richardson. Afinal Deus ainda intenta abençoar todas as famílias da terra.
David Botelho* As datas informadas nos títulos são da postagem do documento no site da HAL e não necessariamente de criação do mesmo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

videira

A história da vinha

João 15:1-8
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.”

O texto registra um dos últimos contatos de Jesus com seus discípulos, uma das últimas mensagens de Jesus.
Jesus sabia que seu ministério na Terra estava terminando, chegando ao fim; aqui temos um momento único de Jesus com os seus.
Os discípulos estavam se sentindo confusos, cheios de dúvidas, pois acreditavam na libertação terrena e Naquele que veio para libertá-los. Por um momento acharam que não era nada daquilo prometido.
Jesus se levanta, pega uma toalha e começa a lavar os pés dos discípulos, ensinando servidão e humildade, depois ensina sobre o Consolador que viria.
Jesus vai com eles ao Getsêmani, pára entre as vinhas e faz um mini-culto ali, pega na mão um ramo de uma videira e explica.

Aqueles discípulos tinham algo em comum com os cristãos de hoje, Jesus começa a ensinar não só a eles, mas a nós também. Fala ali a um grupo que se sente traído por Deus, homens que estão aparentemente esmagados, que chegaram até ali, e estão com várias dúvidas. Qual a resposta? Como chegamos até aqui? O que será de nosso futuro?
Esta resposta começava a vir com aquilo que Jesus tinha na mão: um ramo de videira.
Ele começa a mensagem dizendo que Ele é a vinha.
Uma vinha é mantida com mais ou menos 80 cm do chão, os agricultores que cuidam, são eles que a ajudam a produzir os frutos.
Nós somos os ramos, e deles vêm os frutos, dos ramos vem tudo que o agricultor espera, ele tem que produzir o máximo de frutos possíveis.
Agora nós precisamos frutificar, se eu digo que sou discípulo e não estou frutificando há algo errado.
A minha missão é glorificar a Deus nas minhas atitudes, em almas trazidas ao pé da cruz, aos frutos do Espírito.

João 15:16
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.”

Você foi designado para dar frutos. Nem todos estão no mesmo nível. Há aqueles que não estão dando frutos nenhum, há aqueles que estão dando poucos frutos, há aqueles que estão dando muitos frutos.
A abundância de Deus representa os frutos em abundância; por que alguns de nós não vemos frutos?
Como eu saio de uma condição de nenhum fruto para a condição de muitos frutos?
Muita gente tem se aterrorizado com esta palavra, pois acham que aquele que não der fruto será cortado e jogado no fogo, porém a tradução no grego para “cortar” é erguer ou levantar.
A nossa tendência assim como a dos ramos é crescer para o chão, para baixo, ficando, então, sufocado pela lama, não conseguindo dar frutos.
Não há maneira de se levantar sem que o agricultor a erga, a levante; ele não tem planos de jogá-la fora. Esta é a causa de todos nós estarmos de pé, assim no futuro estaremos frutificando.
O pecado é como a lama que impede que a luz penetre e não o deixe frutificar, porém o agricultor terá que entrar em ação para não te perder. Deus vai usar de disciplina para com o ramo.

Deuteronômio 8:5
“Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o SENHOR teu Deus.”

A disciplina de Deus começa em razão de um pecado que se torna hábito; a disciplina vem em último caso; quando há uma atitude que não está sendo confrontada; a disciplina é dura, trás desânimo.

Hebreus 12:5
“E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido;”

Ela vem para os filhos, para aqueles que Ele ama. Deus não se alegra em disciplinar alguém, mas é para o nosso bem, assim como um pai faz para o seu filho, enxergando um futuro.
Mas tem alguém, o inimigo de nossa alma, que quer dizer que Seu Pai está te castigando, introduzindo pensamentos errados sobre Deus em sua cabeça.
Mas Deus está dizendo: Se arrependa, me abraça e volta para o seu lugar.

O pecado pode, muitas vezes, estar presente em nossa vida sem que seja identificado. Pessoas que têm dificuldades de liberar perdão, pessoas que vivem contaminadas, perversões, pecados sexuais, ódios, corações cheios de vingança, entre outros; amam a Deus, mas quando parece que algo vai melhorar, nada acontece, nunca chegam às bênçãos. São pessoas que conhecem suas falhas e conhecem seus problemas, mas estão tão acostumadas com eles que acham que não é problema, e acabam sofrendo e apanhando sem perceberem que são esses problemas que não as deixam chegar à vitória.
Deus olha para esses ramos e diz que você está morrendo.

Por outro lado existem aquelas pessoas, aqueles ramos que dão alguns frutos, mas para que você produza mais frutos, corre o risco de não entender os propósitos de Deus, por que certas coisas acontecem em sua vida, mas é necessário Ele te podar.
O agricultor tem que escolher entre uma folhagem bonita e uma que dê frutos de verdade, muitos galhos a cada ano precisam ser cortados. Se você é alguém que está falando para Deus te dar mais frutos, você tem que ser podado, porém esta poda dói... crescer dói, mas não há outro caminho.
Deus corta coisas da nossa vida que estão dando mais trabalho para do que a obra que Ele tem para nós; temos dado mais tempo para coisas que não são propósitos de Deus, Ele tem que podar.
A poda tem também haver com o pecado, com o “eu”, se retém aquilo que é de Deus para você, se seus testemunhos já não são para Ele, você perdeu a essência, está buscando reconhecimento para si próprio. Temos que saber que não somos nada, toda glória é para Ele, Ele não vai dividir a glória Dele com você.
Se você não entender a diferença entre disciplina e poda, seu relacionamento com Deus está abalado. Você começa a olhar para Deus como um Pai injusto, porém Ele está te podando para passar por este processo, e dar mais frutos no futuro.
A capacidade da vinha crescer aumenta a cada ano, os discípulos sabiam disso, as podas ficariam mais freqüentes, e sem esta intensidade ela começa a enfraquecer, se a poda é constante o resultado é o máximo. A vida daqueles 11 discípulos que permaneceram causou na Terra uma transformação na humanidade; eles viam em cada poda a oportunidade de crescimento, eles sabiam que precisavam daquilo.
Deus quer abrir espaço em sua vida para te dar mais autoridade, bem mais do que você sonhou ou imaginou.
Há um nível que as provas já não são mais nada, elas são proporcionais para um nível mais além.
Conforme as podas vão se tornando mais fortes, as provas acompanham proporcionalmente os resultados.
Você tem que entregar algo de grande valor e tem o direito de dizer não, a dor vem agora, mas o fruto vem depois. Deus está te levando para um lugar de fartura, nenhuma poda dura para sempre, Deus não faz nada sem propósito. poda reorganiza as prioridades do coração, Deus é Deus e quer estar em primeiro lugar em tua vida. Temos que mostrar que Ele continua em primeiro lugar; Deus te pede isso; quer espaço em seu coração.
Tem hora que Ele te pede até os bens que você se apega, tudo é direito de propriedade Dele, tudo o que acontecer está em Suas mãos.
Deus não quer tirar algo de você, mas quer se tornar o Senhor da tua vida, de todos os teus desejos.

Paulo virou mestre em podas.
Filipenses 3:5-8
“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu;
Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.
Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,”

Esta poda pode doer mais ou menos, vai depender de você, ela virá, se você der frutos, a poda virá, mas vai depender de como você vai reagir. Isso faz toda diferença.
Você pode murmurar, blasfemar, mas o melhor é glorificar, pois Seu Redentor vive, então, se alegre.
Mantenha os olhos nas uvas e não nas podas ou na dor.
Se sua vida está produzindo bons frutos, então, permaneça neles.

Deus Abençoe,

Ap. Rina

Igreja Evangélica Bola de Neve Rua Turiassu, 734 Perdizes / São Paulo – SPCultos: Domingo 10h, 16h (tradução em Libras) e 19h / Quinta-feira 20h e Sábado 20hPara saber os horários de cultos na sua cidade acesse o site: www.boladeneve.com

sábado, 12 de julho de 2008

testemunho marcante

HELEN ROSEVEARE - Um exemplo de amor por Missões
Helen Roseveare nasceu em Cornwaal, na Inglaterra em 1925. Seu pai foi umrenomado matemático, noemado cavaleiro em razão de seus serviços patrióticos durante a guerra. Aos doze anos entrou numa escola para meninas. Em Cambridge formou-se em medicina. Foi lá que no primeiro ano passou por uma experiência de conversão.
Em 1953, navegou para o Congo, mesmo solteira, com o objetivo de servir ali com a Cruzada de Evangelização Mundial. Foi o início de sua atividade missionária. Percebendo ao chegar no Congo, a profunda carência na área de saúde, planejou um centro preparatório onde a Bíblia e a medicina básica fossem ensinados para as enfermeiras, que após treinadas, retornariam às suas cidades de origem como evangelistas leigas e prontas para oferecer os cuidados médicos preventivos à população carente. Helen cooperou ainda na construção de um hospital no Congo e em Nebobongo. Tudo isso foi realizado em meio a difilculdades e oposições das mais diversas.
Em 1957, já em Nebobongo, foi arbitrariamente afastada de suas funções, sendo substituída pelo Dr. John Harris. Os fatos lhe geraram dor e tristeza. foi claramente perseguida e injustiçada por colegas missionários. Em 1958, de férias, retornou para a inglaterra profundamente desiludida com a tarefa missionária.
Achando que seus problemas eram devidos ao fato de ser solteira, pediu a Deus em oração um marido-médico, o que não lhe foi atendido. Entendeu que Deus poderia suprir-lhe todas as necessidades, sem que fosse preciso casar-se.
Em 1960 retornou ao Congo, num momento onde o país alcançara sua independência. Foi uma época de grandes riscos para os brancos. Convicta de sua chamada e confiante na proteção de Deus, resolveu ficar: "Se Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício que eu faça por Ele é demasiadamente grande". As portas se abriram, com maiores oprtunidades de serviço, devido ao retorno de alguns missionários, dentre eles, o próprio Dr. John Harris. Ocupou novamente a função de encarregada do centro médico de Nebobongo.
Com o fortalecimento das forças rebeldes, vários missionários foram alvo de ataques, violência e seqüestros. a própra Dra. Helen foi vítima de roubo e tentativa de envenenamento. Entendo que muitas pessoas dependiam dela, continuou firme e resoluta.
No dia 15 de agosto de 1964, um caminhão de carga de soldados rebeldes Simba, assumiu o hospital em Nobobongo, que foi ocupado por um período de cinco meses. Eles eram brutais e grosseiros. De suas bocas saiam palavras de ameaças e obcenidades. Foi um momento de grande tensão. Em 29 de outubro, durante a ocupação, ela foi dominada por um soldado rebelde. Seu relato é dramático:"Eles me descobriram, puseram-me empé, bateram em minha cabeça e ombros, atiraram-me no chão, deram-me pontapés, levantaram-me outra vez apenas para voltar a espancar-me - a dor nauseante de um dente quebrado, da boca cheia de sangue pegajoso, dos óculos desaparecidos. Fora de mim, entorpecida de horror e medo desconhecido, empurrada, arrastada, levada de volta à minha casa - ouvindo gritos insultos, maldições".
Ao chegar em casa, já sem forças para lutar, foi estuprada brutalmente, sem nenhuma misericórdia. Pensou a princípio que Deus havia lhe desamparado, para depois, contudo, ser fortalecida no espírito. Seu relacionamento com Deus em nada foi abalado. A violência sofrida e a maturidade espiritual adquirida, lhe preparou para outras agressões sexuais que sofreu até ser libertada em 31 de dezembro de 1964, retornando para a Inglaterra.
Após dois anos, com uma melhor estabilidade política no Congo, sentiu-se impussionada a voltar à África, o que fez em março de 1966, reassumindo seu cargo de missionária-médica. Anos difíceis se seguiram. O novo espírito nacionalista, produziu nos nativos um sentimento de rejeição. A geração mais jovem não tinha o respeito devido por aquela que se sacrificara tanto pelo Congo.
Em 1973 a Dra. Helen deixou a África, após vinte anos de serviços, sem o devido reconhecimento e profundamente amargurada.
A amargura foi aos poucos desaparecendo, para surgir um revigoramento espiritual em sua vida. Entendia que todo o que passara fazia parte de um trabalhar de Deus em sua vida, lhe preparando para uma nova etapa. Era o oleiro modelando o vaso, para continuar usando-o para a sua glória.
Desde então, a Dra. Helen Roseveare tornou-se uma das mais solicitadas e aclamada conferencista internacional, realizando palestras sobre as missões cristãs, edificando, encorajando e testemunhando que todo sofrimento aqui nesta vida, não se compara com o que Jesus passou por nós.
Blog: http://altairgermano.blogspot.com
ReferênciasTUCKER, Ruth A. E até aos confins da terra. Tradução de Neyd Siqueira. São Paulo: Vida Nova, 1986http://chi.gospelcom.net/DAILYF/2002/08/daily-08-15-2002.shtml . Acesso em 21 de março de 2008http://en.wikipedia.org/wiki/Helen_Roseveare . Acesso em 21 de março de 2008