segunda-feira, 29 de setembro de 2008

videira

A história da vinha

João 15:1-8
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.”

O texto registra um dos últimos contatos de Jesus com seus discípulos, uma das últimas mensagens de Jesus.
Jesus sabia que seu ministério na Terra estava terminando, chegando ao fim; aqui temos um momento único de Jesus com os seus.
Os discípulos estavam se sentindo confusos, cheios de dúvidas, pois acreditavam na libertação terrena e Naquele que veio para libertá-los. Por um momento acharam que não era nada daquilo prometido.
Jesus se levanta, pega uma toalha e começa a lavar os pés dos discípulos, ensinando servidão e humildade, depois ensina sobre o Consolador que viria.
Jesus vai com eles ao Getsêmani, pára entre as vinhas e faz um mini-culto ali, pega na mão um ramo de uma videira e explica.

Aqueles discípulos tinham algo em comum com os cristãos de hoje, Jesus começa a ensinar não só a eles, mas a nós também. Fala ali a um grupo que se sente traído por Deus, homens que estão aparentemente esmagados, que chegaram até ali, e estão com várias dúvidas. Qual a resposta? Como chegamos até aqui? O que será de nosso futuro?
Esta resposta começava a vir com aquilo que Jesus tinha na mão: um ramo de videira.
Ele começa a mensagem dizendo que Ele é a vinha.
Uma vinha é mantida com mais ou menos 80 cm do chão, os agricultores que cuidam, são eles que a ajudam a produzir os frutos.
Nós somos os ramos, e deles vêm os frutos, dos ramos vem tudo que o agricultor espera, ele tem que produzir o máximo de frutos possíveis.
Agora nós precisamos frutificar, se eu digo que sou discípulo e não estou frutificando há algo errado.
A minha missão é glorificar a Deus nas minhas atitudes, em almas trazidas ao pé da cruz, aos frutos do Espírito.

João 15:16
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.”

Você foi designado para dar frutos. Nem todos estão no mesmo nível. Há aqueles que não estão dando frutos nenhum, há aqueles que estão dando poucos frutos, há aqueles que estão dando muitos frutos.
A abundância de Deus representa os frutos em abundância; por que alguns de nós não vemos frutos?
Como eu saio de uma condição de nenhum fruto para a condição de muitos frutos?
Muita gente tem se aterrorizado com esta palavra, pois acham que aquele que não der fruto será cortado e jogado no fogo, porém a tradução no grego para “cortar” é erguer ou levantar.
A nossa tendência assim como a dos ramos é crescer para o chão, para baixo, ficando, então, sufocado pela lama, não conseguindo dar frutos.
Não há maneira de se levantar sem que o agricultor a erga, a levante; ele não tem planos de jogá-la fora. Esta é a causa de todos nós estarmos de pé, assim no futuro estaremos frutificando.
O pecado é como a lama que impede que a luz penetre e não o deixe frutificar, porém o agricultor terá que entrar em ação para não te perder. Deus vai usar de disciplina para com o ramo.

Deuteronômio 8:5
“Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o SENHOR teu Deus.”

A disciplina de Deus começa em razão de um pecado que se torna hábito; a disciplina vem em último caso; quando há uma atitude que não está sendo confrontada; a disciplina é dura, trás desânimo.

Hebreus 12:5
“E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido;”

Ela vem para os filhos, para aqueles que Ele ama. Deus não se alegra em disciplinar alguém, mas é para o nosso bem, assim como um pai faz para o seu filho, enxergando um futuro.
Mas tem alguém, o inimigo de nossa alma, que quer dizer que Seu Pai está te castigando, introduzindo pensamentos errados sobre Deus em sua cabeça.
Mas Deus está dizendo: Se arrependa, me abraça e volta para o seu lugar.

O pecado pode, muitas vezes, estar presente em nossa vida sem que seja identificado. Pessoas que têm dificuldades de liberar perdão, pessoas que vivem contaminadas, perversões, pecados sexuais, ódios, corações cheios de vingança, entre outros; amam a Deus, mas quando parece que algo vai melhorar, nada acontece, nunca chegam às bênçãos. São pessoas que conhecem suas falhas e conhecem seus problemas, mas estão tão acostumadas com eles que acham que não é problema, e acabam sofrendo e apanhando sem perceberem que são esses problemas que não as deixam chegar à vitória.
Deus olha para esses ramos e diz que você está morrendo.

Por outro lado existem aquelas pessoas, aqueles ramos que dão alguns frutos, mas para que você produza mais frutos, corre o risco de não entender os propósitos de Deus, por que certas coisas acontecem em sua vida, mas é necessário Ele te podar.
O agricultor tem que escolher entre uma folhagem bonita e uma que dê frutos de verdade, muitos galhos a cada ano precisam ser cortados. Se você é alguém que está falando para Deus te dar mais frutos, você tem que ser podado, porém esta poda dói... crescer dói, mas não há outro caminho.
Deus corta coisas da nossa vida que estão dando mais trabalho para do que a obra que Ele tem para nós; temos dado mais tempo para coisas que não são propósitos de Deus, Ele tem que podar.
A poda tem também haver com o pecado, com o “eu”, se retém aquilo que é de Deus para você, se seus testemunhos já não são para Ele, você perdeu a essência, está buscando reconhecimento para si próprio. Temos que saber que não somos nada, toda glória é para Ele, Ele não vai dividir a glória Dele com você.
Se você não entender a diferença entre disciplina e poda, seu relacionamento com Deus está abalado. Você começa a olhar para Deus como um Pai injusto, porém Ele está te podando para passar por este processo, e dar mais frutos no futuro.
A capacidade da vinha crescer aumenta a cada ano, os discípulos sabiam disso, as podas ficariam mais freqüentes, e sem esta intensidade ela começa a enfraquecer, se a poda é constante o resultado é o máximo. A vida daqueles 11 discípulos que permaneceram causou na Terra uma transformação na humanidade; eles viam em cada poda a oportunidade de crescimento, eles sabiam que precisavam daquilo.
Deus quer abrir espaço em sua vida para te dar mais autoridade, bem mais do que você sonhou ou imaginou.
Há um nível que as provas já não são mais nada, elas são proporcionais para um nível mais além.
Conforme as podas vão se tornando mais fortes, as provas acompanham proporcionalmente os resultados.
Você tem que entregar algo de grande valor e tem o direito de dizer não, a dor vem agora, mas o fruto vem depois. Deus está te levando para um lugar de fartura, nenhuma poda dura para sempre, Deus não faz nada sem propósito. poda reorganiza as prioridades do coração, Deus é Deus e quer estar em primeiro lugar em tua vida. Temos que mostrar que Ele continua em primeiro lugar; Deus te pede isso; quer espaço em seu coração.
Tem hora que Ele te pede até os bens que você se apega, tudo é direito de propriedade Dele, tudo o que acontecer está em Suas mãos.
Deus não quer tirar algo de você, mas quer se tornar o Senhor da tua vida, de todos os teus desejos.

Paulo virou mestre em podas.
Filipenses 3:5-8
“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu;
Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.
Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,”

Esta poda pode doer mais ou menos, vai depender de você, ela virá, se você der frutos, a poda virá, mas vai depender de como você vai reagir. Isso faz toda diferença.
Você pode murmurar, blasfemar, mas o melhor é glorificar, pois Seu Redentor vive, então, se alegre.
Mantenha os olhos nas uvas e não nas podas ou na dor.
Se sua vida está produzindo bons frutos, então, permaneça neles.

Deus Abençoe,

Ap. Rina

Igreja Evangélica Bola de Neve Rua Turiassu, 734 Perdizes / São Paulo – SPCultos: Domingo 10h, 16h (tradução em Libras) e 19h / Quinta-feira 20h e Sábado 20hPara saber os horários de cultos na sua cidade acesse o site: www.boladeneve.com

terça-feira, 16 de setembro de 2008

olhos abertos´para a fé

13/08/2008 - 09:58 por Gary Gnidovic
Olhos abertos para a fé
Na segunda reportagem da série sobre a China, o enviado especial de Christianity Today fala sobre a ação crescente dos cristãos no Gigante Asiático.

Com pouco mais de uma semana de viagem, eu me sentia supreendentemente confortável num país culturalmente tão diferente e desafiador quanto a China. Já havia aprendido a me comunicar com os motoristas de táxi, a andar de ônibus pelas cidades e – o mais impressionante – estava até conseguindo me virar nos restaurantes com menus escritos em mandarim. Uma noite, enquanto procurava uma igreja oficial, caí num bueiro destampado bem no meio de uma agitada área de compras da cidade de Taiyuan, na Província de Shanxi. Não me feri com gravidade, e quando levantei, sujo e com algumas escoriações, percebi que um grupo de pessoas formara um pequeno círculo ao redor de mim. Enquanto tentava explicar o que havia acontecido e para onde eu me dirigia, fui conduzido até um carro patrulha. O policial com quem falei ofereceu levar-me até a igreja, e assim o fez. Este incidente propiciou-me um vislumbre do rápido crescimento da presença cristã naquele país. Viajei para a China com minha câmera fotográfica buscando ampliar minha compreensão sobre a situação do Cristianismo na mais populosa nação do mundo. E de lá retornei com a sensação de que o Espírito de Deus está movendo-se de uma maneira especial entre aquela gente. Quase todos os cristãos que conheci haviam se convertido nos últimos seis meses. Freqüentei tanto igrejas oficiais, que funcionam com a permissão do governo, quanto congregações domésticas clandestinas. Ao contrário do que freqüentemente somos tentados a pensar, as igrejas registradas não são comunidades apáticas ou subservientes ao governo socialista, mas congregações vibrantes e cheias de vida. Em relação às chamadas clandestinas, parece que a designação “igreja escondida”, pela qual por muito tempo foram conhecidas no Ocidente, já não se aplique hoje em dia. Ao contrário – cada vez mais os crentes têm saído à público e os recém-convertidos tendem a movimentar-se com liberdade entre ambos os grupos.Como reflexo da transformação da economia chinesa, que já se ombreia com a das grandes potências mundiais, a sociedade chinesa está também passando por enormes mudanças. A crescente juventude de classe média está buscando um novo sentido para suas vidas, enquanto que as populações mais maduras anseiam por algo que preencha o vazio deixado pelo abandono das idéias marxistas. Durante a viagem, fiz minha primeira parada numa congregação doméstica em uma grande cidade da China central. Esta igreja havia nascido 15 anos atrás, na sala de estar de uma mulher que chamaremos de Yen. Ela ainda recorda a ligação de seus avós com missionários ingleses. Durante os anos de 1980, o interesse de Yen pela Bíblia cresceu grandemente, fazendo com que ela e sua família começassem uma reunião dominical em seu pequeno apartamento. Rapidamente, o grupo cresceu e, atualmente, Yen e seu marido são os pastores de uma igreja com 800 membros.Nos domingos pela manhã, a congregação reúne-se no bem iluminado saguão de um imponente edifício público. Os encontros começam com cânticos. Eles então oram pelo governo, pedindo a Deus que conduza as autoridades à prática da justiça. No culto em que estive presente, nove dos muitos curiosos que se debruçavam sobre as muretas do andar de cima para observar acabaram se decidindo por Cristo. Após a reunião, os membros da igreja aproveitaram o domingo para visitar pessoas com debilidades físicas e mentais. É uma atividade comum para eles. Alguns dos membros da igreja chegam mesmo a adotar crianças especiais – algo raro e desafiador no contexto da cultura chinesa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

QUEM FALARA ?????

Palavra do pastor
Missões Urbanas Urgente!Por Marcos Elísio [Marcos]2007/11/14 18:40
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Hoje cruzei com um casal de indianos na porta da escola de minha filha. Mais adiante com uma família inteira, pai, mãe e alegres crianças com seus turbantes e um sorriso nos lábios quando os cumprimentei na sua própria língua. Esta é uma maneira que uso para criar uma ponte entre eu e eles. Logo em seguida me encarrego de explicar que esta é uma das poucas frases que aprendi quando vivi na casa de um amigo indiano em Londres nos anos 90. De lá para cá, tenho repetido por várias vezes que, enquanto as missões do mundo inteiro tem enviado missionários para países distantes da Africa, Azia, Janela 10-40 e outros mais, estes países tem enviado seus cidadãos para os grandes centros do velho continente onde estamos plantados.Mais tarde vi uma noticia na Internet que me chocou e então decidi publicar e então fazer um breve comentário. Eis a noticia:Um indiano casou-se com uma cadela com a esperança de que a união o livre de uma maldição por ter matado dois cães a pedradas. P. Selvakmar, de 33 anos, disse que desde que o incidente aconteceu, ele sofre de paralisia e perda de audição. Durante a cerimônia tradicional, que ocorreu num templo hindu na cidade de Manamudurai, no estado de Tamil Nadu, a “noiva” estava vestida com um sari laranja (indumentária indiana que consiste de uma longa peça de tecido em volta do corpo), uma guirlanda de flores e comeu pão doce para comemorar.Confira a reportagem em video no site da BBC BrasilUma multidão saudou os recém-casados depois da troca dos votos. Um parente do noivo, Ramu, disse esperar que Selvakumar seja curado.“Há quinze anos ele era saudável. Mas desde que atacou os dois cachorros, não consegue mover os membros do seu corpo normalmente”, disse ele à BBC. “Ele já tentou todo tipo de cura para o mal, mas não consegue se livrar da deficiência”.“Ele resolveu seguir os conselhos dos astrólogos, que acham que só se casando com uma cadela ele encontrará a cura para a moléstia”.De acordo com a crença indiana, os animais devem se respeitados porque Deus se manifesta em todos os seres vivos. Vacas e macacos são considerados sagrados na Índia. Queridos quem poderia ser enviado para falar a este homem que ele não precisa casar com a cadela para se ver livre da maldição. Quem poderia ir e ensinar a ele a historia de alguns que não jogaram pedras diante da proposta do Mestre dos mestres para que aqueles que não tivessem pecado atirarem a primeira pedra numa mulher apanhada em adultério e por tal considerada pior do que um cão. Talvez este homem respondesse: - Pois é eles não atiraram as pedras, mas eu sim e matei os cães. Então quem poderia dizer a ele que o mesmo mestre disse aos seus algozes quando estava sendo pregado numa cruz: “Perdoa-os porque não sabem o que fazem”. Quem poderia efetivamente dizer a este homem que este Mestre se fez maldição por nós e cravou todos os nossos pecados na cruz. Creio que alguém que pudesse falar a língua dele, que pudesse viver no meio em que ele vive, como sendo sua casa, alguém que entendesse a cultura deste homem profundamente e isto de forma natural. Talvez alguém que tivesse a mesma cor de pele, alguém que tivesse crescido com ele, em fim alguém de lá. Para poder ecoar meu grito expresso no título desta mensagem, eu digo que talvez os indianos com os quais eu cruzei hoje seriam os mais apropriados para fazer isto.E nós? O que faremos? Creio que precisamos ser missionários junto aos que enchem nossos templos fazendo coisas tão bizarras quanto o homem que casou-se com a cadela. Aqueles que estão prontos para fazer qualquer coisa que os livre das maldições. Precisamos falar aos nossos a fim de livrá-los pela palavra da verdade, da maldição da religiosidade que ensurdece para o ide não para tão longe, que cega a ponto de não se enxergar que as nações estão aqui bem pertinho de nós.Que o Senhor o nosso Noivo tenha misericordia de nós.Vosso servo em AmsterdamMarcos
Palavra do pastor: Por Marcos Elísio

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Evangelização urbana nos moldes de Jesus

Não há como evangelizar sem sentir que é necessáriopassar pelas samarias atuais - João 4: 1-30
Um dos fatores determinantes no processo de crescimento de uma igreja é o trabalho ou o tipo de evangelização por ela realizado. Evangelização é o ato de evangelizar com ação, ou a ação de comunicar o evangelho. Um autor afirmou: “evangelizar é um mendigo dizer a outro mendigo onde conseguir alimento”. Segundo os entendidos, “nunca, em dois mil anos, foi tão fácil evangelizar. Nunca foi tão fácil levar pessoas à conversão e à fé cristã. Porém, precisa usar a metodologia adequada”.
Por outro lado, os missiólogos afirmam que não pode haver nenhum esquema uni-forme de evangelização. O que está dando certo em uma determinada igreja não quer dizer que dará certo noutra. Assim, pode-se dizer que o trabalho de evangelização urbana executado pela igreja nunca será ou estará completo. Nesse sentido, haverá sempre necessidade de descobrir as realidades desconhecidas e repensar os métodos, técnicas e estratégias utilizadas nesse processo.
O cenário urbano registrado pelo evangelista João é um protótipo ou um modelo de evangelização urbana que funciona. Jesus havia deixado a Judéia, ao Sul, e seguido para a Galiléia, ao Norte, quando sentiu que era necessário passar por Samaria, cidade que ficava entre as duas regiões, v. 4. Ao meio-dia, junto ao poço de Jacó, na cidade de Sicar, travou um longo diálogo com uma mulher samaritana que viera buscar água. E como resultado de sua estada nesse lugar, muitas pessoas foram ter com ele, para ouvir a palavra de Deus, v. 30.
O evangelismo pessoal aplicado por Jesus foi dinâmico e transformador. A pecadora de Samaria ficou convencida de seus pecados e tornou-se uma testemunha de Jesus. Dentre os diversos aspectos bíblico-dogmáticos vistos neste texto na atitude evangelizadora nos moldes de Jesus, destacaremos alguns deles.Práxis da necessidade - v. 4
O texto diz que “era-lhe necessário passar por Samaria”. Está evidente que ele foi movido por uma intuição própria. Quer dizer: ninguém lhe disse nada, mas a página da história de uma mulher seria escrita a partir do momento em que ele pressentiu que era necessário fazer essa traje-tória, ainda que a rota normal dos judeus fosse dar a volta, seguindo o vale do Rio Jordão para o Norte, até a Galiléia.
Podemos chamar este fato de práxis da necessidade ou da compaixão. Mas o que é práxis? Seria a “ação criativa e transformadora do povo de Deus na história, acompanhada de um processo profético e da reflexão crítica que objetiva tornar a obediência cristã ainda mais efetiva”. Em outras palavras, é ação da igreja em atenção à necessidade alheia - especial-mente do pecador.
A Bíblia ensina que Jesus andou na práxis da compaixão e do amor. Ele sentia a necessidade do povo. A história de muita gente foi escrita por suas atitudes criativas e práticas. Certa ocasião ele olhou para uma multidão e sentiu grande compaixão por ela: “E Jesus, saindo, viu uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos”, Mt 14: 14. Se a igreja quer que sua evangelização urbana seja autêntica e transformadora, Jesus dá a receita: “Te-nho compaixão desta gente”, Mt 15: 32. Sim, não há como evangelizar sem sentir que é necessário passar pelas samarias atuais. Este pré-requisito leva a igreja a perceber que a história de milhares de pessoas que vivem sem Jesus precisa ser mudada.
Mudança de paradigma - v. 9
Judeus e samaritanos não se falavam em hipótese alguma. Era uma rixa antiga. “Os judeus chegavam ao extremo de desencorajar a tentativa de fazer prosélitos dentre os samaritanos [...]”. O pedido de Jesus: “dá-me de beber”, deve ter sido considerado pela mulher como uma atitude tolerante, pois, de imediato, ela respondeu: “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana”. Tanto é que a conversa delongou e o plano de salvação foi exposto por Jesus.
No entanto, esse incidente contrariava o comportamento judeu-samaritano (porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos), vv. 7 e 9. Na verdade, o comportamento ético-cristão de Jesus fala claramente de mudança ou alteração de paradigma. Uma cena desta hoje seria, provavelmente, manchete de capa de revista ou jornal. Ou, na perspectiva religioso-evangélica, mereceria disciplina ou castigo. Porém, o interessante para Jesus não era manter a tradição de uma religião, mas cumprir com a missão de seu Pai e favorecer ao Reino de Deus, Lc 19: 10.
O paradigma “explica como é o mundo e nos ajuda a predizer seu comportamento. É a forma como você percebe esse mundo. Por exemplo: ele está para você da mesma forma como a água está para o peixe. O peixe não sabe que está dentro dela até que o tirem para fora”. Isto se aplica à vida cristã. Às vezes, diga-se de passagem, certos conceitos dependem do paradigma. A maneira como se interpreta uma situação é, às vezes, relativa e pode ser até mesmo, individualista. Porém, Jesus foi além das circunstâncias do relativismo ou individualismo. Ele precisava passar por Samaria, para evangelizar uma pecadora.
Contexto urbano - v. 18
O contexto diz respeito à cultura - aos valores, idéias e sentimentos - de um deter-minado povo. Também diz respeito às classes sociais, à religião ou religiões. O contexto revela quais são as características que são próprias de uma determinada cidade. Isto ensina que evangelização e contexto precisam andar de mãos dadas. Então, para se usar um determinado tipo de técnica ou método na evangelização é preciso conhecer o contexto, o ambiente em que se vai trabalhar.
Neste caso, Jesus conhecia o contexto da cidade de Sicar. Ele conhecia o modo de vida desse povo. Foi em razão disso que em sua conversa com a Samaritana, ele quer usar o método indutivo, ou seja, ele começou a conversação partindo do particular para o geral - do problema pessoal para a solução. Os argumentos usados por ele foram tão convincentes que a mulher abriu-lhe o coração: “vai, chama o teu marido e vem cá. A mulher respondeu: não tenho marido. Disse-lhe Jesus: disseste bem: Não tenho marido, porque tiveste cinco e o que tens agora não é o teu marido”, vv. 18 e 19.
A igreja precisa conhecer o contexto urbano ou onde se localiza. Saber quais os tipos de pessoas existentes na cidade. Quais as suas preferências e necessidades básicas. Identificar os focos de convergência da juventude, pois “Deus chama a igreja para o seu contexto particular, como um instrumento da sua graça e salvação, desenvolvendo e realizando a missão como um processo criativo e transformador”.
Por fim, vale dizer que a evangelização urbana da igreja nos moldes de Jesus não tem nada a ver com a inovação e comprometimento com os padrões de uma sociedade, mas, simplesmente, com a integridade e contextualização de sua mensagem no cumprimento de sua missão cristã, Mc 16: 15.
Publicado no Jornal Aleluia de junho de 2004

sábado, 12 de julho de 2008

testemunho marcante

HELEN ROSEVEARE - Um exemplo de amor por Missões
Helen Roseveare nasceu em Cornwaal, na Inglaterra em 1925. Seu pai foi umrenomado matemático, noemado cavaleiro em razão de seus serviços patrióticos durante a guerra. Aos doze anos entrou numa escola para meninas. Em Cambridge formou-se em medicina. Foi lá que no primeiro ano passou por uma experiência de conversão.
Em 1953, navegou para o Congo, mesmo solteira, com o objetivo de servir ali com a Cruzada de Evangelização Mundial. Foi o início de sua atividade missionária. Percebendo ao chegar no Congo, a profunda carência na área de saúde, planejou um centro preparatório onde a Bíblia e a medicina básica fossem ensinados para as enfermeiras, que após treinadas, retornariam às suas cidades de origem como evangelistas leigas e prontas para oferecer os cuidados médicos preventivos à população carente. Helen cooperou ainda na construção de um hospital no Congo e em Nebobongo. Tudo isso foi realizado em meio a difilculdades e oposições das mais diversas.
Em 1957, já em Nebobongo, foi arbitrariamente afastada de suas funções, sendo substituída pelo Dr. John Harris. Os fatos lhe geraram dor e tristeza. foi claramente perseguida e injustiçada por colegas missionários. Em 1958, de férias, retornou para a inglaterra profundamente desiludida com a tarefa missionária.
Achando que seus problemas eram devidos ao fato de ser solteira, pediu a Deus em oração um marido-médico, o que não lhe foi atendido. Entendeu que Deus poderia suprir-lhe todas as necessidades, sem que fosse preciso casar-se.
Em 1960 retornou ao Congo, num momento onde o país alcançara sua independência. Foi uma época de grandes riscos para os brancos. Convicta de sua chamada e confiante na proteção de Deus, resolveu ficar: "Se Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício que eu faça por Ele é demasiadamente grande". As portas se abriram, com maiores oprtunidades de serviço, devido ao retorno de alguns missionários, dentre eles, o próprio Dr. John Harris. Ocupou novamente a função de encarregada do centro médico de Nebobongo.
Com o fortalecimento das forças rebeldes, vários missionários foram alvo de ataques, violência e seqüestros. a própra Dra. Helen foi vítima de roubo e tentativa de envenenamento. Entendo que muitas pessoas dependiam dela, continuou firme e resoluta.
No dia 15 de agosto de 1964, um caminhão de carga de soldados rebeldes Simba, assumiu o hospital em Nobobongo, que foi ocupado por um período de cinco meses. Eles eram brutais e grosseiros. De suas bocas saiam palavras de ameaças e obcenidades. Foi um momento de grande tensão. Em 29 de outubro, durante a ocupação, ela foi dominada por um soldado rebelde. Seu relato é dramático:"Eles me descobriram, puseram-me empé, bateram em minha cabeça e ombros, atiraram-me no chão, deram-me pontapés, levantaram-me outra vez apenas para voltar a espancar-me - a dor nauseante de um dente quebrado, da boca cheia de sangue pegajoso, dos óculos desaparecidos. Fora de mim, entorpecida de horror e medo desconhecido, empurrada, arrastada, levada de volta à minha casa - ouvindo gritos insultos, maldições".
Ao chegar em casa, já sem forças para lutar, foi estuprada brutalmente, sem nenhuma misericórdia. Pensou a princípio que Deus havia lhe desamparado, para depois, contudo, ser fortalecida no espírito. Seu relacionamento com Deus em nada foi abalado. A violência sofrida e a maturidade espiritual adquirida, lhe preparou para outras agressões sexuais que sofreu até ser libertada em 31 de dezembro de 1964, retornando para a Inglaterra.
Após dois anos, com uma melhor estabilidade política no Congo, sentiu-se impussionada a voltar à África, o que fez em março de 1966, reassumindo seu cargo de missionária-médica. Anos difíceis se seguiram. O novo espírito nacionalista, produziu nos nativos um sentimento de rejeição. A geração mais jovem não tinha o respeito devido por aquela que se sacrificara tanto pelo Congo.
Em 1973 a Dra. Helen deixou a África, após vinte anos de serviços, sem o devido reconhecimento e profundamente amargurada.
A amargura foi aos poucos desaparecendo, para surgir um revigoramento espiritual em sua vida. Entendia que todo o que passara fazia parte de um trabalhar de Deus em sua vida, lhe preparando para uma nova etapa. Era o oleiro modelando o vaso, para continuar usando-o para a sua glória.
Desde então, a Dra. Helen Roseveare tornou-se uma das mais solicitadas e aclamada conferencista internacional, realizando palestras sobre as missões cristãs, edificando, encorajando e testemunhando que todo sofrimento aqui nesta vida, não se compara com o que Jesus passou por nós.
Blog: http://altairgermano.blogspot.com
ReferênciasTUCKER, Ruth A. E até aos confins da terra. Tradução de Neyd Siqueira. São Paulo: Vida Nova, 1986http://chi.gospelcom.net/DAILYF/2002/08/daily-08-15-2002.shtml . Acesso em 21 de março de 2008http://en.wikipedia.org/wiki/Helen_Roseveare . Acesso em 21 de março de 2008