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terça-feira, 30 de março de 2010

VAMOS LER A BÍBLIA


O Concurso

VAMOS LER A BÍBLIA é um concurso que tem como principal objetivo, estimular as pessoas a lerem a Bíblia toda em 300 (trezentos) dias, de 01 de Abril 2010 a 25 de Janeiro de 2011.
Para isso, vamos dar prêmios aos participantes que responderem corretamente a maior quantidade de perguntas referentes aos textos bíblicos lidos ao longo do ano.
Haverá um Calendário de Leitura bíblica diária, que deverá ser acompanhado por todos os participantes.
Os participantes deverão ler 4 capítulos bíblicos por dia, ou seja, apenas 15 minutos de leitura aproximadamente.
Serão realizadas 10 (dez) provas ao longo do concurso, contendo 20 (vinte) perguntas de múltipla escolha cada.
Os 3 (três) primeiros colocados de cada prova vão ganhar Bíblias e Livros da Hagnos e Cds do Novo Testamento da SBB.
Os 3 (três) que acumularem mais pontos entre as provas 1 e 5, e entre a provas 6 e 10, concorrem ainda a mais 3 prêmios, (Máquina fotográfica digital, Mp4 Player, Mp3 Player).
E ao final do concurso, o participante que acumular mais pontos ganhará um Notebook.
Não perca esta oportunidade de ler o maior de todos os livros e ainda concorrer a prêmios, inscreva-se já e participe!
Por favor, leiam todo o conteúdo do site para tirarem eventuais dúvidas, ok? Em persistindo as dúvidas, por favor nos envie e-mail pela página de Contato.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

muito bom o texto

Todos os dias nós saímos de casa objetivando levantar o sustento indispensável para suprir as nossas necessidades. Neste sentido nos assemelhamos muito aos pássaros que todos os dias deixam bem cedo os seus ninhos para encontrar alimento para si e para seus filhotes. Mas há aspectos que nos diferenciam de modo significativo de nossos irmãos alados.
Em primeiro lugar, eles não têm férias ou descanso remunerado. Eles trabalham como um elemento essencial de suas próprias vidas. É parte daquilo que eles entendem como existir. Você já parou para pensar que estes conceitos nasceram no contexto da revolução industrial do século XVIII? Antes disso as pessoas só deixavam de trabalhar um dia por semana (sem férias ou feriadões) e isto por motivos religiosos. Os cristãos paravam no domingo, os judeus no sábado e os mulçumanos na sexta-feira. Nestes dias eles buscavam a Deus, conviviam em família e descansavam seus corpos das labutas do cotidiano.
Mas é preciso que consideremos a respeito da razão das férias e feriadões existirem.Creio que o que justifica isso é o fato de que o trabalho foi conceitualmente transformado em um transtorno, um mal necessário, e deixou de ser aquilo que era desde o início, uma expressão da natureza humana, uma condição de vida. Os nossos amigos passarinhos não “vão trabalhar”, eles apenas “vão existir”, e isto implica em encontrar comida e disputá-la com os de sua espécie e as demais criaturas vivas, todas elas igualmente a procura de alimento, inclusive as que comem pássaros...
Uma segunda diferença tem a ver com os estoques que nós fazemos. Somos seres guardadores, pensamos que poderemos precisar um dia e, por via das dúvidas, estocamos. E fazemos isso com tudo: dinheiro, roupas, sapatos, jóias... O resultado disso é que com o tempo acabamos confundido as nossas reais necessidades, com aquilo que é de fato apenas uma baixa em nossas “reservas estratégicas”, que acabam guindadas à condição de elemento fundamental para uma existência confortável.
Os pássaros, por outro lado, não guardam nada. Nem comida, nem água, nem o material que utilizam para construir seus ninhos. Por que será? É possível que eles não o façam simplesmente porque isto é absolutamente inútil. Em condições normais haverá sempre alimento para sustentá-los e em vindo a seca e a fome o alimento que poderiam estocar não resolveria o problema. Assim, geração após geração, eles aprenderam a tão somente confiar em que a Providência suprirá o que lhes fosse necessário. Nós aprendemos a desconfiar, eles a entregar.Uma última distinção tem a ver com a simplicidade. Jesus disse que deveríamos ser “simples como as pombas e prudentes como as serpentes”. Em que reside a simplicidade dos pássaros se eles são cobertos de penas multicoloridas? Se para fazer a corte muitas espécies eriçam suas penugens e as exibem como se fossem pesados casacos de pele ou delicados e ricos vestidos?
Talvez a resposta esteja no fato de que eles só mostram o que realmente têm ou são. Não há fingimento neles. Há exibição sem exibicionismo. Há plasticidade, sem maquiagem. Lá ninguém faz nada só por status. E por falar nisso, sabe o que é status? “É gastar o dinheiro que você não tem, para comprar aquilo que você não precisa, para impressionar alguém que você não conhece”. Parece ridículo, não? Mas o fato é que nós fazemos isso o tempo todo. E por isso sofremos, nos sentimos fracassados, porque não possuímos o carro que gostaríamos, porque não freqüentamos os restaurantes que sonhamos e porque não moramos naquele apartamento que nos faria “eternamente felizes”.
Contudo os nossos amigos pássaros usam apenas as penas que têm, da melhor maneira que podem. Não se sentem menores por causa da sua cor nem por causa de seus tons. Apenas se emplumam e seguem a diante. Estou certo que seríamos muito mais felizes se, como disse o rabino da Galiléia, “olhássemos as aves do céu”
Rev. Martorelli Dantas
Igreja Episcopal Carismática do Brasil -Paróquia da Reconciliação.




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