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sábado, 29 de maio de 2010

O Espírito Santo e missões na igreja primitiva

O Espírito Santo e missões
na igreja primitiva

Atos 1: 1-8



O período em que a igreja cristã viveu seu maior crescimento foi o do primeiro século de nossa era.
Ali começou o movimento de missões.

Os oito primeiros capítulos do livro de Atos dos Apóstolos explicam a razão desse crescimento. Os discípulos deveriam estar revestidos de poder, v. 4, antes de sair para alcançar as nações com o Evangelho.

Em Atos 1: 8 encontramos a base e a amplitude do plano de Deus para que a igreja executasse missões. Focalizaremos neste artigo a igreja primitiva e a obra missionária.


I - A IGREJA ESTABELECIDA EM JERUSALÉM,
Atos 1 a 6

A igreja nasceu em Jerusalém e seus membros se estruturaram para dar continuidade à obra de Jesus. Assim, três aspectos foram observados por essa igreja:

a) Visão mundial, At 1 - O desafio de Jesus é global, v. 8, e não existe distinção entre missões mundiais, nacionais ou evangelismo local. Todos são vitais e um não pode excluir o outro. Tudo faz parte da grande comissão, Mt 28: 18-20. A partir de então, tornou-se claro para os discípulos que o movimento da igreja não deveria ser apenas em Jerusalém, mas também fora de seus limites.

b) Poder, At 2 - A incumbência que Jesus havia dado aos discípulos de levar o evangelho ao mundo inteiro parecia uma tarefa difícil. E, de fato, teria sido, se o derramar do Espírito Santo não tivesse acontecido, At 2: 1-3. Em poucos dias, aquele grupo de cento e vinte pessoas tornou-se uma multidão de salvos, At 2: 41; 4: 4 e 5: 14.

c) Envolvimento total, At 5 e 6 - A igreja de Jerusalém era uma família, de modo que as necessidades de cada irmão eram supridas e havia cooperação de todos os membros para ajudar os apóstolos, At 6: 1-3. Instituíram o diaconato, escolhendo para tal função homens que deveriam possuir três requisitos básicos: bom testemunho (aspecto social), serem cheios do Espírito Santo (aspecto espiritual) e de sabedoria (aspecto intelectual). Para os apóstolos ficaram reservadas a prática da oração e da pregação da Palavra, At 6: 4. Toda a igreja era, então, completamente envolvida com a obra de Deus.

II - A IGREJA ESPALHADA, At 7 a 12

A perseguição foi o instrumento usado por Deus para desaglutinar a igreja de Jerusalém e alcançar outros povos.

a) Jerusalém e Judéia - A igreja inicialmente se concentrou em Jerusalém. Entretanto, Deus estava firme em seu propósito de levar a bênção do Evangelho às outras regiões e, por fim, a todas as nações. Ocorreu então que, com a perseguição vinda diretamente contra a igreja de Jerusalém, os que foram dispersos começaram a pregar em toda parte por onde passavam, At 8: 1, 4 e 5: 11, 19, 20 e 13: 46, 47. Com a morte de Estêvão, At 6 e 7, as testemunhas de Jesus foram espalhadas.

b) Samaria - Felipe prega em Samaria, At 8: 4-8, e em missão transcultural prega ao etíope, um alto oficial da rainha de Candace, que crê e pede para ser batizado naquele mesmo dia, At 8: 26, 28-36 e 39. A história indica que aquele etíope pode ter preparado o caminho para o posterior estabelecimento de milhares de igrejas no longínquo vale do Nilo, na África.

c) Gentio romano - Pedro prega para Cornélio, um centurião romano. Foi difícil para Pedro, ainda que cheio do Espírito Santo, aceitar a conversão de um gentio. Mas, após uma visão, entendeu que Deus não faz acepção de pessoas, At 10: 9, 23, 34 e 35

d) “até os confins da terra” - Saulo, escolhido por Deus para levar a mensagem aos gentios, At 9: 15, 16, cumpre com êxito a sua tarefa. Em pouco mais de dez anos, e em três viagens missionárias, ele estabelece a igreja em quatro províncias do Império Romano: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia, At 13: 2, 14: 28, 15: 40, 18: 23 e 21: 17.

III - A IGREJA ENVIANDO, At 13 e 14

A expressão “...até os confins da terra” já não parecia uma utopia; tornou-se realidade. A Igreja de Antioquia foi a primeira no envio de missionários. Podemos aprender muito através de seu exemplo:

a) Colaboração, At 13: 1-3 - Em Antioquia, temos o verdadeiro início de missões. Naquela igreja havia profetas e mestres: Lúcio de Cirene, Simão Níger, Manaém, Saulo e Barnabé, v. 1. Nenhum deles era natural de Antioquia; todos eram estrangeiros. Numa reunião de oração, em Antioquia, quando a igreja estava orando e jejuando, Deus separou dois deles para a obra missionária. Os três que ficaram podem ser chamados de colaboradores. Eles representam a igreja que ficou na retaguarda. Os dois que foram enviados representam os missionários. Notemos que eles foram enviados por Deus e pela igreja, vv. 2 e 3.

b) Comunicação, At 14: 27, 28 - Paulo e Barnabé seguem em frente, sempre dando relatórios de seu trabalho à igreja que ficou na retaguarda, orando e sustentando-os com suas ofertas. Por onde passaram, deixaram a semente da Palavra e outros irmãos foram também chamados a colaborar. Assim, a obra cresceu ao ponto de Paulo poder dizer que o evangelho fora pregado a toda a criatura debaixo do céu, Cl 1: 23.



Concluindo, veja o valor da tarefa evangelizadora assumida pela igreja primitiva e a importância de manter bem informados daquilo que estão realizando tanto os irmãos que sustentam os missionários como as igrejas e entidades que os enviaram. É pregando o Evangelho que vamos alargando as fronteiras do Reino de Deus e arrancando vidas das mãos do diabo.
Verdades missionárias

Vale a pena memorizar estas reflexões sobre missões:

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“[Irei] a qualquer lugar, contanto que seja para frente” (David Livingstone)
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“Tenta grandes coisas para Deus e espera grandes coisas de Deus”(Guilherme Carey)
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“O melhor remédio para a igreja enferma é pô-la em dieta missionária” (David Brainerd)
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“A Igreja que deixa de ser evangelística, em breve deixa de ser evangélica” (Alexandre Duff)





Fonte:
Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

Direitos autorais
Este artigo pode ser reproduzido livremente para fins pessoais,
sendo, porém, vedada sua publicação sem autorização formal da Editora Aleluia.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Misericordia

Estava eu procurando o significado da palavra misericordia no latim e ate o momento nenhuma tinha me agradado mas qnd vi essa definicao mexeu muito com meu coração pq foi a melhor resposta que ja vi ate hj em minha vida, sobre misericordia, e nao foi um texto ou um capitulo ou livro inteiro forao poucas palavras que me fizerao refletir muito

Miseri - Sofrimento
Cordis - Coração.

Literalmente significa coração sofredor. Muitos de nós desconhecemos o sentido real dessa palavra, pois quando pedimos misericórdia a Deus estamos pedindo p/ que Ele sofra conosco.

Ela representa tudo que Deus fez por nós, tudo em nossa vida. Sem ela nunca poderíamos ter acesso a salvação que Jesus nos ofereceu.


Felicidades

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cegueira Espiritual - HAITI E O VODU

Esse é um artigo um pouco antigo de forte impacto, pois envolve perigosamente o mundo espiritual e a ignorancia do povo que é levado por promessas falças e uma ilusão encima de um povo pobre espiritualmente. A realidade desse povo nos mostra uma face " oculta " e ao mesmo tempo descarada do catolicismo, onde a cegueira espiritual não deixa que a população veja tamanha aberração a que estão sugeitos.


1/5/2003 09:43:37
Haiti oficializa o Vudu

Por Redação com BBC - de Porto do Príncipe

O vudu foi oficializado no Haiti, com mesmo status de outras religiões praticadas no país. A decisão tomada recentemente pelo presidente Jean-Bertrand Aristide, que é católico, significa que cerimônias do ritual vudu, como casamentos, têm o mesmo valor das católicas. O vudu vem sendo praticado no Haiti desde o fim do século 18, e a mistura de deuses e deusas com santos católicos é parte integral da vida no país. Uma definição popular diz que 70% dos haitianos são católicos, 30% são protestantes e 100% seguem vudu. - Sempre fomos a maioria no Haiti e nunca foi ilegal a prática do vudu - disse Mambu Racine Sumbu, uma sacerdotisa americana que pratica o vudu no Haiti há 15 anos. - O que o presidente Aristide fez por nós, e somos muito gratos, foi tornar mais fácil a obtenção do status necessário para que as cerimônias religiosas tenham valor legalm - explicou, em entrevista à BBC. O vudu adquiriu má reputação internacional durante a ditadura do físico e praticante do vudu, François 'Papa Doc' Duvalier, e de seu filho, Jean Claude, também conhecido como 'Baby Doc'. 'Papa Doc' reclamava o "crédito" pela morte do presidente dos Estados Unidos John Kennedy, por ter jogado uma praga no americano. O ex-presidente americano Jimmy Carter condenou o regime de Duvalier por usar o vudu para reprimir o povo haitiano. A sacerdotisa Sumbu disse que o uso apropriado do vudu não tinha nada a ver com repressão. - Boa parte da imagem que as pessoas têm do Haiti está baseada em propaganda contra o vudu - disse ela. Segundo ela, mais de 90% da população pratica o vudu. - Esperamos agora obter fundos para criar nossas próprias escolas e hospitais. (A oficialização) foi o primeiro passo - observou. Para Leslie Griffiths, ex-diretor da Igreja Metodista Britânica e conhecido especialista em vudu, a decisão é bem-vinda. - Vudu faz parte do ar que os haitianos respiram. Ao contrário do que podem pensar fiéis ocidentais, não é de todo ruim - disse. - Há excessos cometidos em nome do vudu que todo mundo condena, incluindo alguns seguidores do vudu. Mas no geral, não é incomum para as pessoas freqüentarem tanto o mundo do vudu quanto o mundo do catolicismo - observou. Ele criticou a visão estereotipada do vudu como um tipo de culto de magia negra. - Francamente as pessoas devem se desiludir dessa visão de Hollywood - disse. - Pelo menos 95% do vudu é simplesmente invocar os espíritos para ajudar as pessoas a sobreviverem no que é, muitas vezes, uma vida muito difícil, e algumas vezes aplacar e acalmar o que é às vezes um deus muito distante. Para o especialista, a mística em torno do vudu existe porque a religião não era oficial. - Agora que receberam uma posição oficial, o quanto eles vão contribuir? Quais as atitudes sociais que vão desenvolver? - indagou.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um breve estudo sobre Soberania

A Extensão da Soberania de Deus

por

Gordon Lyons


O governo ou domínio soberano de Deus é universal, absoluto e imutável (ou inalterável). Nós podemos sumarizar estes aspectos mais plenamente da seguinte forma:


1. Soberania Universal

A soberania de Deus é universal. Ela se estende sobre toda a sua criação; animada e inanimada e da mais alta forma de criatura vivente até a mais baixa. No reino das criaturas vivas, Deus exerce poder sobre anjos, humanidade e animais inferiores. Nenhum pardal cair sem a vontade de nosso Pai que está no céu.

Para este fim, o Senhor Jesus disse:

Mateus 10:29-31

Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais. (Veja vv.16-33; cf. v.30 com Lucas 21:18)

Novamente, está escrito:

Salmo 103:19

O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.

Daniel 4:17

Esta sentença é por decreto dos vigiadores, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens; e os dá a quem quer e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles.


2. Soberania Absoluta

A soberania de Deus é absoluta. Sua autoridade é perfeita em sua administração; ela é exercida a partir da sabedoria infinita de Deus, e é suprema na extensão de seu poder, glória e domínio. Nenhum limite pode, e nem será, posto no lugar da autoridade, poder ou controle soberano de Deus. No avanço de Seus propósitos e planos eternos, o SENHOR age como Lhe agrada com os habitantes dos céus e entre os moradores da terra. Nada em toda a criação é capaz de resistir à vontade de Deus, ou frustrar os Seus propósitos seja por meio de homens, super-homens, anjos, espíritos caídos ou maus, ou qualquer outra coisa.

Para este fim, a Escritura diz:

Isaías 14:24

Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará.

Daniel 4:34-35

Mas, ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?. (Veja vv.19-37)

3. Soberania Imutável

A soberania de Deus é imutável, Ela permanece inalteravelmente a mesma durante todo o tempo, e sob todas as circunstâncias. O governo e domínio soberano de Deus não podem ser ignorados; ele não pode ser rejeitado, e não pode ser frustrado ou impedido pela humanidade ou por qualquer outra coisa na criação. O poder e domínio soberano de Deus amarram todas as criaturas tão completamente quanto as leis físicas amarram o universo material. O que Deus decretou ou pré-ordenou deve inevitavelmente acontecer. [2]

Assim, a Escritura declara:

Salmos 33:10-11

O SENHOR frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos. O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.


Isaías 14:26-27

Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?

Atos 4:28

Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer.

NOTAS:

[1] - Extraído de C. Hodge, Systematic Theology, Vol. 1 [Grand Rapids: Eerdmans, 1871, 1977 reprint], p. 440.