A Soberania de Deus
Luiz Fontes : Sinopse de Efésios 1
Publicação: 31/01/2007
“No céu está o nosso DEUS e tudo faz como lhe agrada.”
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Introdução
Nunca podemos esquecer da infinita sabedoria de DEUS, por isso, Ele nunca faz nada sem planejamento. Nenhuma dedução a respeito de DEUS pode ser mais desonrosa do que a suposição de que Ele não é soberano sobre as Suas obras, ou que Ele não está agindo de acordo com um plano que articula a ordem de Sua inteligência infinita. O governo de DEUS no universo é de acordo com o Seu plano, e este, deve ser perfeito em extensão, alcance e detalhes. Se Ele tem um plano hoje, deve ter tido o mesmo plano imutável desde o princípio.Portanto o decreto de DEUS fala-nos da Sua pessoa infinita, absoluta, eterna, imutável e soberana, compreendendo um plano que abrange todas as Suas obras, de todas as espécies, grandes e pequenas, desde o começo da criação até a infindável eternidade.Quando reconhecemos a soberania de DEUS, reconhecemos a Sua realeza. A mais alta concepção que o homem pode ter de autoridade está incorporada na pessoa de um rei. Vamos atentar para alguns textos:- 1 Cr 29.11,12 - “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força”. - Sl 95.3,6 - “Porque o SENHOR é o DEUS supremo e o grande Rei acima de todos os deuses. Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou”.- Ap 19.5,6 - “Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso DEUS, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes. Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o SENHOR, nosso DEUS, o Todo-Poderoso”.
A definição da soberania de DEUSSoberania de DEUS é a supremacia de DEUS, a realeza de DEUS, a divindade de DEUS. Dizer que DEUS é soberano é dizer que DEUS é DEUS. Dizer que DEUS é soberano é declarar que Ele é o Altíssimo, o qual tudo faz segundo sua vontade no exército dos céus e entre os moradores da terra; “... Não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” - (Dn 4.35). Dizer que DEUS é soberano é declarar que Ele é onipotente, possuidor de todo o poder nos céus e na terra, de tal maneira que ninguém pode impedir os seus conselhos, contrariar os seus propósitos ou resistir à sua vontade – “No céu está o nosso DEUS e tudo faz como lhe agrada.” - (Sl 115.3), estabelecendo reinos, derrubando impérios e determinando o curso das dinastias, segundo o seu agrado. Dizer que DEUS é soberano é declarar que Ele é o “único Soberano, o Reis dos reis e SENHOR dos senhores”. Este é o DEUS da Bíblia.O dicionário define a palavra soberano como alguém que “possui suprema autoridade”. A palavra vem do latim super (acima), e significa literalmente “um que está acima dos outros”. O nosso Pai Celeste está acima de cada coisa e de cada criatura. Acima de tudo e de todos.Uma boa definição da soberania de DEUS é a seguinte: “soberania de DEUS é Seu poder e direito de domínio sobre todas as Suas criaturas para dispô-las e determiná-las, como parece melhor”. Este atributo é evidentemente demonstrado no sistema da criação, providência e graça; pode ser considerado como absoluto universal e eterno. A soberania de DEUS é absoluta, irresistível e infinita.Quando dizemos que DEUS é soberano, asseveramos o Seu direito de governar o universo, criado para a Sua própria glória, exatamente como Lhe aprouver. Isso implica que DEUS não está sujeito a nenhuma regra ou lei. DEUS não tem qualquer obrigação de prestar contas dos seus atos a quem quer que seja. A soberania de DEUS caracteriza todo ser de DEUS. Ele é soberano em todos os Seus atributos:- Ele é soberano no exercício do Seu poder. Seu poder é exercido como Ele quer, quando Ele quer e aonde Ele quer.- DEUS é soberano no exercício de Sua graça. A graça é dada aos que não merecem. Graça é a antítese da justiça:- A justiça exige que cada um receba o que merece legitimamente, nem mais e nem menos.A justiça não oferece favores e não escolhe pessoas. A justiça não demonstra piedade e desconhece a misericórdia.- A graça divina não opera em detrimento da justiça, mas a graça reina pela justiça. Veja o que Paulo diz em Romanos 5.21: “a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante JESUS CRISTO, nosso SENHOR!”.Se a graça reina, então ela é soberana!
A soberania de DEUS na salvação – (Jonas 2.9) No Capitulo 2 e o versículo 9 do Livro de Jonas diz: “... Ao SENHOR pertence a salvação!”A pergunta que surge aqui é: quem, pois recebe essa graça salvadora? Para responder a essa pergunta temos que ler alguns textos:
-At 13.48 - “... e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.”- 2 Ts 3.2 - “... porque a fé não é de todos”.- Tt 1.1 - “Paulo, servo de DEUS e apóstolo de JESUS CRISTO, para promover a fé que é dos eleitos de DEUS e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade.”
Paulo escreveu aos Romanos no capitulo 9 os versículos 19-23: “Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? Porventura não tem o oleiro poder sobre o barro para fazer da mesma massa um vaso para honra, e outro para desonra? Que diremos, se DEUS, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória sobre os vasos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória”.Vamos extrair algumas lições desses textos:Esses textos nos ensinam que o destino de toda pessoa está nas mãos de DEUS. E graças a DEUS que seja assim. Se tudo fosse entregue a nossa própria vontade, o destino de todos nós seria o inferno. A promessa e o propósito de DEUS só dizem respeito a algumas pessoas. Essas promessas só se aplicam às pessoas que, por um nascimento espiritual, DEUS produziu para Si. Vejamos alguns textos:
- Jo 10.27-29: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.“Jamais” – aqui temos uma partícula de negação qualificada na língua grega (me). O significado dessa partícula é: “nunca”, “certamente que não”, “de modo nenhum”, “de forma alguma”. Veja o que o SENHOR JESUS diz em João 6.37: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.
- Rm 8.1 - “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS”. Estas pessoas, às quais o propósito e as promessas de DEUS se aplicaram, são, e vieram a ser o que são, não por causa de alguma coisa delas ou nelas. O propósito de DEUS está sendo levado a efeito, sempre foi e sempre será por meio deste processo de eleição. DEUS põe em andamento e efetua o Seu propósito por intermédio deste processo de seleção unicamente por uma razão – porque é o único método que garante que o Seu propósito e o Seu plano serão certos, seguros e infalivelmente efetuados e levados ao cumprimento perfeito da Sua eterna vontade. Esse plano não depende de nós em coisa alguma, e sim do propósito de DEUS, do Seu caráter e de Sua ação.
O Exemplo de Jacó e Esaú - (Romanos 9.9-13)O objetivo de Paulo nesses textos é demonstrar que o propósito de DEUS, firmado em Sua eterna Palavra, quanto ao Seu povo, não tinha sido frustrado e nem havia falhado em sua operação. Quero considerar aqui uma breve exposição do irmão Martyn Lloyd-Jones: “Veja que no contexto desse texto, temos Ismael e Isaque. Lendo o texto vemos que todos aqueles a quem as promessas se aplicam, em todas as épocas e em todas as gerações, são necessárias e conseqüentemente, tão evidentemente como Isaque foi, filhos nascidos do ESPÍRITO. E assim, todo cristão, só é explicado, em última instância, em termos da ação de DEUS, da atividade de DEUS e da interferência de DEUS no processo natural pelo qual todos eles se tornam seres humanos”. Se você estudar o método de Paulo aqui no Capítulo 9 de Romanos, você vai perceber três coisas:- Ele primeiramente expõe os fatos - (6-8);- Cita uma declaração explicita de DEUS - (v.11);- Por último, ele deduz a doutrina.
“Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú” - (v.13). Nós sabemos pela história do A.T., que Esaú foi o pai dos edomitas. Esse foi um povo inimigo do povo de DEUS. Olhe o versículo 6: “nem todos os de Israel são, de fato, israelitas”. Esaú e Jacó provam isso cabal e conclusivamente.A palavra aqui para odiar, é a mesma que o SENHOR usou em Lucas 14.26: “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”. O sentido da palavra aqui é “tratar com menos favor”.Agora, volte ao versículo 11: “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de DEUS, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama)”. Aqui, temos que notar que o apóstolo Paulo nos faz entender a razão de DEUS em fazer tal escolha. Vejamos em algumas proposições:Primeira Proposição - O que DEUS fez no caso de Esaú e Jacó não foi por acaso nem por capricho, Ele o fez, porque fazia parte do Seu maravilhoso plano e propósito, que é sempre efetuado por meio do princípio da eleição.
Segunda Proposição - A proposição fundamental é que DEUS leva a efeito o Seu grande propósito por meio deste processo de eleição.
Terceira Proposição - Veja o versículo 11: “E ainda não eram os gêmeos nascidos” – vejam que o elemento tempo é um fator vital do argumento de Paulo. Algumas coisas aconteceram com eles mesmos antes de terem nascidos. Antes de terem tido oportunidade de praticarem bem o mal, DEUS já havia escolhido Jacó.
Quarta Proposição – Mas por que DEUS fez isso? Por que amou a Jacó? Paulo diz: “para que...” - (v.11). Fez isso, para que seu plano fosse levado adiante. O propósito de DEUS é algo que é executado por meio deste processo de eleição.
O termo salvo é empregado nas Escrituras em três diferentes aspectos:- Salvos da culpa do pecado. Isso é algo que já aconteceu - Romanos 5.1: “Justificados pela fé temos paz com DEUS...”.Essa salvação está no passado. - Salvos do poder e da corrupção do pecado – Romanos 6.6,12-14: “reconhecendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que seja destruído o corpo do pecado, a fim de não servirmos mais ao pecado. Não reine, pois, o pecado no vosso corpo mortal para obedecerdes às suas concupiscências, nem ofereçais os vossos membros ao pecado como instrumentos de injustiça, mas oferecei-vos a DEUS, como ressuscitados dentre os mortos, e os vossos membros a DEUS como instrumentos de justiça, porque o pecado não terá domínio sobre vós; visto que não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça”.A nossa relação com o pecado não é apenas uma questão de culpa, é mais abrangente do que isso. O pecado de Adão afetou a própria natureza do homem. Por isso, o homem caído tem uma natureza corrompida, e está dominado pelo poder do pecado. O pecado nos tiraniza, por isso, temos que ser livres do poder e da corrupção do pecado. Precisamos ser salvos do efeito do pecado sobre a nossa própria constituição que macula todo nosso ser. É aqui que CRISTO no poder do Seu ESPÍRITO está nos purificando mediante a obra da cruz e a Palavra. - Salvos da presença do pecado – Romanos 8.23: “e não só ela, mas também nós, embora tenhamos as primícias do ESPÍRITO, gememos ainda em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, isto é, a redenção do nosso corpo”.Aqui está em foco a nossa glorificação. Nesse aspecto seremos completamente libertos do pecado em todos os seus aspectos. É por causa do Sangue de CRISTO que fomos justificados diante de DEUS. Em Romanos 3.23, Paulo diz: “pois todos pecaram e carecem da glória de DEUS”. E em Romanos 5.8 e 9, Paulo prossegue dizendo: “Mas DEUS prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter CRISTO morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Esse texto nos revela o quanto DEUS empenha Seu amor por nós.
ConclusãoUma coisa que todos nós que desejamos estudar sobre a soberania de DEUS, é que ela é Sua autoridade, Seu domínio e o governo absoluto sobre toda a realidade distinta Dele mesmo. Sua Soberania é absoluta, imutável e universal. Não podemos pensar em nada que seja menos que isso quando estudamos sobre esse grandioso tema.A.W. Pink, disse certa vez: “porque DEUS é DEUS, Ele faz o que Lhe agrada”. Em um comentário adicional da Bíblia de Genebra sobre Daniel 4.34,35, está assim “O domínio de DEUS é total: Ele determina como Ele mesmo escolhe e realiza tudo o que determina, e nada pode deter Seu propósito ou frustrar os Seus planos. Ele exerce o Seu governo no curso normal da vida, bem como nas mais extraordinárias intervenções ou milagres”. Portanto, a soberania de DEUS é universal. Ela se estende sobre toda a Sua criação; animada e inanimada — e da mais alta forma de criatura vivente até a mais baixa. No reino das criaturas vivas, DEUS em Sua soberania exerce poder sobre anjos, humanidade e animais inferiores. Tudo está sob Seu absoluto controle.Quando falamos da soberania absoluta de DEUS, falamos daquilo que é inerente ao Seu ser. A soberania de DEUS é absoluta. Sua autoridade é perfeita em seu governo; ela é exercida a partir da Sua infinita sabedoria, e é suprema na extensão de seu poder, glória e domínio. Nenhum limite pode, e nem será posto no lugar da Sua autoridade, do Seu poder ou do Seu controle soberano. No avanço de Seus propósitos e planos eternos, o SENHOR age como Lhe agrada com os habitantes dos céus e entre os moradores da terra. Nada em toda a criação é capaz de resistir à Sua poderosa vontade, ou frustrar os Seus desígnios — seja por meio de homens, super-homens, anjos, espíritos caídos ou maus, ou qualquer outra coisa. Nada, absolutamente nada poderá frustrar Seu propósito.
É permitido baixar este arquivo, copiar, imprimir e distribuir este material, desde que explicite a autoria do mesmo.CelebrandoDeus.com"Um compromisso com a Excelência do Corpo de Cristo"
sábado, 3 de janeiro de 2009
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
A bussula de ouro

Análise cristã do filme "A Bússola de Ouro"
Por Cinegospel
11 de janeiro de 2008
Antes de você assistir a “A Bússola de Ouro”, é importante saber em que tipo de terreno está pisando. E, no caso, é um terreno de lodo puro. O filme é baseado no primeiro livro da trilogia escrita pelo ateu radical Phillip Pullman. Em uma entrevista em 2001, o escritor afirmou com todas as letras: ”Meus livros são sobre matar Deus”. Crítico ferrenho do cristianismo, fã confesso da série “Harry Potter” e refratário à série cristã ”As Crônicas de Nárnia” (”uma das coisas mais feias e venenosas que já li”), Pullman definiu sua própria trilogia como ”os materiais sombrios”, escrita para ser uma influência atéia oposta a ”Nárnia” e ”O Senhor dos Anéis”. ”Tento destruir os alicerces da fé cristã”, confessou sem pudores Pullman.O filme conta a história de uma menina, Lyra, que viaja a um mundo distante para salvar um amigo. No caminho, encontra criaturas metamorfas, bruxas e uma série de personagens de um universo fantástico. Lyra é acompanhada por um ”daemon”, sua alma em forma de um animal. Ao adaptar “A Bússola de Ouro” para as telas, o diretor Chris Weitz buscou suprimir muitas das referências ateístas e anticristãs da trama, para não perder o dinheiro do ingresso dos crentes. Ele afirmou que o filme não faria, ao contrário do livro, menção direta a Deus ou a religião - dois temas-chave do livro. Como os fãs dos livros reclamaram, Weitz confessou: ”bem, a religião está lá, mas mascarada por eufemismos”. Falaremos mais sobre isso adiante.
Não há dúvidas sobre os aspectos técnicos do longa-metragem. A computação gráfica cria cenários e personagens fantásticos, junto com um figurino de extremo bom gosto. É fácil se deixar encantar por esse visual de fantasia. Os atores - entre eles Nicole Kidman (foto) e o 007 Daniel Craig, repetindo a dobradinha de ”Invasores” - não chegam a impressionar, mas mostram competência em suas atuações. Até mesmo as crianças estão bem em seus papéis. Fora das cenas de ação, a trama é arrastada, chegando à beirado tédio em certos momentos.
O filme é violento. Violento demais para menores de idade - apesar de ser promovido como uma obra voltada para o público infanto-juvenil. Lyra, a heroína da história, tenta matar a própria mãe! Não bastasse isso, muitas cenas são incomodamente explícitas, como a luta entre dois ursos em que um arranca a mandíbula do outro. Muitos personagens são assassinados, há tiroteios, lutas de espada, bruxas flecham seus adversários… é uma festa sangrenta. Bruxas, aliás, são fundamentais na história, bem como demônios. E o inferno é mencionado como um lugar literal.
Sob a capa de beleza, fantasia e aventura, a produção carrega mensagens anti-religiosas, mascaradas por termos aparentemente inocentes. Não se usa, por exemplo, a palavra ”Igreja”, mas sim ”Magisterium”. ”Deus” é chamado de ”a Autoridade”. E, sim, Deus é morto no fim da trama. No mundo criado pela trilogia de Pullman, o Magisterium está ligado a experimentos cruéis com crianças, visando a descobrir a natureza do pecado, além de tentativas de acobertar fatos que prejudicariam sua legitimidade e seu poder.
Lyra, a heroína que as meninas vão querer imitar após ver o filme, não apenas tenta matar a mãe, mas é manipuladora e enganadora. Ao pôr em prática seus esquemas, ela sempre se dá bem - e é aplaudida por isso.
O grande perigo do filme é promover o livro, cujo conteúdo ateu, anticristão e - estava tentando evitar essa palavra para não assustar os leitores que não são cristãos, mas, sinceramente, não dá - diabólico constrói na mente de quem o lê uma imagem irreal de Deus. Assusta pensar nas legiões de crianças e adolescentes que vão correr às livrarias para comprar “A Bússola de Ouro” após ver o filme, do mesmo modo que fizeram com a série ”Harry Potter”. Hoje mesmo passei por uma livraria e vi o livro lá, na prateleira mais próxima da porta, como uma isca à espera do primeiro incauto que, incentivado pelo burburinho em torno do longa-metragem, vai se enredar em suas páginas.
Graças a Deus (literalmente?), “A Bússola de Ouro” foi um fiasco nas bilheterias americanas. No fim de semana de estréia, arrecadou apenas US$ 25,7 milhões em ingressos, enquanto os produtores esperavam faturar entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões. Até 18 de dezembro, o filme, que cusou US$ 180 milhões, faturou apenas US 40 milhões, um fracasso de proporções bíblicas para os padrões americanos.
O Vaticano condenou o filme, dizendo que ele promove a idéia de um mundo frio, sem Deus e caracterizado pela desesperança. Num editorial longo, o jornal do Vaticano l’Osservatore Romano também fez duras críticas a Philip Pullman. Foi a crítica mais dura feita pelo Vaticano a um autor e um filme desde a condenação que fez de “O Código Da Vinci”, em 2005 e 2006. “No mundo de Pullman a esperança simplesmente não existe, porque não existe salvação senão na capacidade pessoal e individualista de controlar a situação e dominar os acontecimentos”, disse o editorial. O jornal do Vaticano disse que os espectadores honestos vão constatar que o filme é “destituído de qualquer emoção em especial, além de uma grande frieza”. Grupos católicos nos EUA pediram o boicote ao filme, e a Liga Católica dos EUA exortou os cristãos a não assistirem ao filme, dizendo que seu objetivo é “prejudicar o cristianismo e promover o ateísmo” entre as crianças.
Pullman criou o universo de “A Bússola de Ouro” para fazer oposição aos mundos de Tolkien e C. S. Lewis. Mas a jornada épica de Lyra a um mundo em que agentes teocráticos seqüestram e torturam crianças é destituída de alegria e de filosofias edificantes, o que cria um abismo entre ”Crônicas de Nárnia” e ”O Senhor dos Anéis” e esta bússola que só aponta para baixo. Apesar de ser vendido como um longa-metragem esplendoroso, mantém-se em trevas, especialmente nas trevas da mentira espiritual.
Fonte: http://cinegospel.wordpress.com/2007/12/27/a-bussola-de-ouro-critica/ SOMOS GUIADOS PELO ESPIRITO SANTO!!!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Herois da FÉ

John Wesley (1703-1791)
Foi um instrumento poderoso nas mãos de Deus para um grande avivamento no século XVIII. Nascido em Epworth, Inglaterra, numa família de dezenove irmãos! Em 1735 foi para a Geórgia como missionário aos índios norte-americanos, não chegando a ministrar aos índios, mas sim aos colonos na Geórgia. Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico, Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios a bordo do navio. A fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley constantemente durante a sua juventude) predispôs Wesley à fé evangélica dos morávios. Retornou à Inglaterra em 1738.
Numa reunião de um grupo morávio na rua Aldersgate, em 24 de maio de 1738, ao escutar uma leitura tirada do prefácio de Lutero ao seu comentário de Romanos, Wesley sentiu seu coração aquecido de modo estranho. Embora os estudiosos discordem entre si quanto à natureza exata dessa experiência, nada dentro de Wesley ficou sem ser tocado pela fé que acabara de receber.Depois de uma viagem rápida para a Alemanha para visitar a povoação moravia de Herrnhut, voltou para a Inglaterra e, juntamente com George Whitefield, começou a pregar a salvação pela fé. Essa “nova doutrina” era considerada redundante pelos sacramentalistas da Igreja Oficial que achavam que as pessoas já eram suficientemente salvas em virtude de seu batismo na infância.Em 1739, John Wesley foi a Bristol, onde surgiu um reavivamento entre os mineiros de carvão em Kingswood. O reavivamento continuou sob a liderança direta dele durante mais de cinqüenta anos. Viajou cerca de 400.000 km, por todas as partes da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, pregando cerca de 40.000 sermões. Sua influência se estendeu à América do Norte. O metodismo veio a tornar-se uma denominação após a morte de Wesley.
Foi um instrumento poderoso nas mãos de Deus para um grande avivamento no século XVIII. Nascido em Epworth, Inglaterra, numa família de dezenove irmãos! Em 1735 foi para a Geórgia como missionário aos índios norte-americanos, não chegando a ministrar aos índios, mas sim aos colonos na Geórgia. Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico, Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios a bordo do navio. A fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley constantemente durante a sua juventude) predispôs Wesley à fé evangélica dos morávios. Retornou à Inglaterra em 1738.
Numa reunião de um grupo morávio na rua Aldersgate, em 24 de maio de 1738, ao escutar uma leitura tirada do prefácio de Lutero ao seu comentário de Romanos, Wesley sentiu seu coração aquecido de modo estranho. Embora os estudiosos discordem entre si quanto à natureza exata dessa experiência, nada dentro de Wesley ficou sem ser tocado pela fé que acabara de receber.Depois de uma viagem rápida para a Alemanha para visitar a povoação moravia de Herrnhut, voltou para a Inglaterra e, juntamente com George Whitefield, começou a pregar a salvação pela fé. Essa “nova doutrina” era considerada redundante pelos sacramentalistas da Igreja Oficial que achavam que as pessoas já eram suficientemente salvas em virtude de seu batismo na infância.Em 1739, John Wesley foi a Bristol, onde surgiu um reavivamento entre os mineiros de carvão em Kingswood. O reavivamento continuou sob a liderança direta dele durante mais de cinqüenta anos. Viajou cerca de 400.000 km, por todas as partes da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, pregando cerca de 40.000 sermões. Sua influência se estendeu à América do Norte. O metodismo veio a tornar-se uma denominação após a morte de Wesley.
Jonathan Edwards (1703-1758)
Grande pregador dos EUA, ingressou no ministério em 1726. Seu primeiro pastorado foi em Northampton, Massachusetts, onde serviu até 1750. Foi contemporâneo e atuante num grande despertamento espiritual e tido por alguns como o maior teólogo da América do Norte. Era pregador excelente, com célebres sermões publicados: Deus Glorificado na Dependência do Homem (1731), Uma Luz Divina e Sobrenatural (1733) e o mais famoso, Pecadores nas Mãos de um Deus Irado (1741).
Sobre o sermão mais famoso, baseou-se em Deuteronômio 32:35. Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava que os pecadores caíssem no inferno, a não ser a própria vontade de Deus. Afirmou que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no inferno. Disse que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade de Deus indignado os guardava da morte instantânea.Continuou, então, aplicando ao texto ao auditório: Aí está o inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar... há, atualmente, nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, seríeis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do inferno, mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um momento, para deixa-lo cair depois, está sendo provocado ao extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de amanhã...O sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé ou caídos no chão. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Teve início um dos maiores avivamentos dos tempos modernos na Nova Inglaterra.

Grande pregador dos EUA, ingressou no ministério em 1726. Seu primeiro pastorado foi em Northampton, Massachusetts, onde serviu até 1750. Foi contemporâneo e atuante num grande despertamento espiritual e tido por alguns como o maior teólogo da América do Norte. Era pregador excelente, com célebres sermões publicados: Deus Glorificado na Dependência do Homem (1731), Uma Luz Divina e Sobrenatural (1733) e o mais famoso, Pecadores nas Mãos de um Deus Irado (1741).
Sobre o sermão mais famoso, baseou-se em Deuteronômio 32:35. Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava que os pecadores caíssem no inferno, a não ser a própria vontade de Deus. Afirmou que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no inferno. Disse que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade de Deus indignado os guardava da morte instantânea.Continuou, então, aplicando ao texto ao auditório: Aí está o inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar... há, atualmente, nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, seríeis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do inferno, mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um momento, para deixa-lo cair depois, está sendo provocado ao extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de amanhã...O sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé ou caídos no chão. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Teve início um dos maiores avivamentos dos tempos modernos na Nova Inglaterra.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
missoes na televisao

Minha Esperança mobiliza o Brasil para um avivamento
Da Assessoria de Comunicação5/11/2008 10:10:20
Projeto evangelístico vai ao ar na Band nos dias 6, 7 e 8 de novembro, às 21h
Nos dias 6, 7 e 8 de novembro, a partir das 21h, Minha Esperança, um projeto das igrejas evangélicas do Brasil em parceria com a Associação Evangelística Billy Graham (AEBG), irá ao ar pela Rede Bandeirantes de Televisão.Desde a sua criação em 2002, o projeto foi desenvolvido em mais de 40 países ao redor do mundo e tem conseguido resultados surpreendentes. No Brasil, o objetivo principal do ministério é permitir a cada crente alcançar seus amigos, parentes e vizinhos com o evangelho transformador de Jesus Cristo, por meio de três noites de transmissões televisivas, em horário nobre e em rede nacional. Os programas incluem testemunhos comoventes, em destaque o testemunho do jogador de futebol Kaká, clipes de música cristã brasileira e duas mensagens de forte apelo evangelístico, na primeira noite por Billy Graham, e na segunda, por seu filho Franklin Graham. Na terceira noite será exibido um filme de 90 minutos produzido pela AEBG.Confira a programação completa: Dia 6 de novembro, quinta-feira: Clip musical com cantora Aline Barros / Testemunhos / Mensagem com Dr. Billy Graham. Duração 30 minutos. Dia 7 de novembro, sexta-feira: Clip musical com o cantor Paulo Baruk / Testemunhos / Mensagem com Franklin Graham. Duração de 30 minutos. Dia 8 de novembro, sábado: Filme Compromisso Precioso. Duração de 90 minutos, sem intervalos comerciais.Em preparação para este evento histórico, durante os meses de março, abril e maio, mais de mil coordenadores e colaboradores, de quase todas as denominações brasileiras, se espalharam por todo o país para compartilhar a visão do projeto com pastores e para explicar a cada igreja como participar. Mais de 50 mil igrejas e congregações implementaram o projeto. Para saber mais sobre este evento único acesse: http://www.minhaesperanca.com.br/index.aspx.
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sábado, 1 de novembro de 2008
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